A ECONOMIA VAI SE RECUPERANDO, MAS O DESEMPREGO PROLONGADO ATUAL DOS MAIS JOVENS FRENTE AS NOVAS TECNOLOGIAS E AS EXIGÊNCIAS DO MERCADO DEIXOU UMA GERAÇÃO OBSOLETA E SEM RECUPERAÇÃO.

Li hoje, domingo, 5 de janeiro de 2020, uma entrevista do sociólogo, professor da FEA/USP, José Pastore, no jornal “Estadão”, caderno de Economia, com título “Jovem não conquista o que os pais alcançaram”, isso levou-me á 2011 quando estava defendendo minha dissertação de Mestrado com o tema: “O jovem a educação e o trabalho no Brasil”.

Hoje, sei por que tive que mudar duas vezes de orientador, pois achavam que o tema não era pertinente e iria mexer com muitos interesses, como também quando professor universitário tive vários enfrentamentos pois defendia mais práticas e menos teoria em sala de aula, mas cheguei a receber uma resposta, “estamos interessados somente no ENADE, para melhorar nossa pontuação”.

Estou fora das salas de aulas, mas não do mercado, por defender o que já previa na minha dissertação há nove anos atrás, “o desemprego do jovem”, pela falta de preparo para o mercado de trabalho, as novas tecnologias, os robôs, a inteligência artificial, as impressoras 3-D, os sistemas integrados que estão substituindo não só o trabalhador mais humilde, mas os de classe média com educação secundária e cursando as universidades.

Defendia também a volta das escolas profissionalizantes, a participação das empresas na capacitação dos jovens desde a educação básica, mas tudo foi deixado para trás desde o governo Fernando Henrique, são 25 anos de abandono para com o jovem brasileiro.

O que oferece a grande maioria das escolas e universidades não servirá para nada para o exigente mercado de trabalho, no presente e futuro a curto prazo, um despreparo e um faz de conta total, voltada somente, em alguns casos para a mercadoria chamada aluno, e sua pontuação no ENADE, sem compromisso algum com o futuro da educação e mercado de trabalho do aluno.

Os países mais preocupados com os jovens fazem educação continuada, com capacitação das novas tecnologias e as novidades nos sistemas e processos produtivos e administrativos.

Diz na entrevista o sociólogo e professor José Pastore: “Para os mais jovens, está mais difícil chegar na posição que os pais alcançaram com a mesma idade… Muitos ficam frustrados, desanimados, se sentem inferiores em relação aos pais”.

E continua: Na literatura, aparece com frequência que o desemprego prolongado entre os jovens desemboca em uma geração perdida, além de a pessoa desanimar, fica obsoleta e perde condições de acompanhar as mudanças tecnológicas. No Japão, os jovens são recrutados no último ano da faculdade, e as empresas só param de treiná-lo quando ele se aposenta; na Alemanha, a experiência é unir escola e empresa.”

Fica aí as dicas do professor Pastore, mas para quem é estudioso e se dedica aos jovens e tem visão de futuro essa já era uma crise anunciada.

Estou feliz e ao mesmo tempo preocupado, pois sempre estive certo com meus pensamentos e opiniões sobre a educação dos jovens no Brasil e o que não é oferecido á eles pelas políticas públicas, pelas empresas e pelas escolas.

Para terem uma pequena ideia sobre minha dissertação de Mestrado, cito abaixo um resumo dela:

“No caso dos jovens, o trabalho deveria ser um meio de integração social e de emancipação da família, contudo no contexto atual, os grupos juvenis se deparam tanto com um desemprego crescente quanto com barreiras quase intransponíveis à inserção no mundo do trabalho. Os jovens que conseguem um emprego, quase sempre se deparam com baixos salários, altas jornadas e condições de trabalho muitas vezes semelhantes às encontradas no início do século XX.

Os jovens buscam a emancipação, a integração e a mobilidade social, seja por meio do trabalho ou das políticas públicas. A agravante é que o mercado de trabalho atual é desfavorável aos jovens, impondo diversas barreiras aos postos de trabalho, e nem sempre as políticas públicas existem ou podem atender a um número significativo de jovens.

O Brasil atual possui um dos maiores desempregos de nossa história. As taxas de desemprego juvenil são superiores às registradas entre os adultos. Desta forma, a empregabilidade dos jovens é um problema conceitual e teórico da pesquisa.

Posta assim a questão, é de se dizer que o desemprego pode levar os jovens a utilizarem suas energias em atividades nocivas a sociedade, tais como a prática de atividades violentas e preconceituosas, o ingresso na criminalidade, a utilização de drogas, entre outras.

Portanto, o desemprego juvenil é um dos mais graves problemas da sociedade brasileira atual, pois tem reflexos sobre a família e motivou a criação de políticas públicas que objetivam diminuir o grande desemprego entre os jovens. Essas políticas mostram uma preocupação tanto da sociedade civil quanto do Estado em relação às dificuldades enfrentadas pelos jovens para ingressar e se manter no mercado de trabalho.

Nesse contexto, a educação é um dos fatores de desenvolvimento econômico e meio de ascensão social do indivíduo frente ao mercado de trabalho que exige profissionais que se atualizem constantemente.”

Infelizmente esse assunto ainda será motivo de muita polêmica para o presente e futuro, caso não se mudem as visões e opiniões sobre os jovens hoje e força de trabalho amanhã.

Claudio Raza: Mestre em Educação, Administração e Comunicação

www.claudioraza.com.brc.raza@terra.com.br

5 Comentários

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