A galinha dos ovos de ouro, o “omelette” e a educação

            Em nosso país as galinhas dos ovos de ouro, durante cinco meses botam ovos para sustentar os gastos governamentais e mau uso do dinheiro público

            Nosso erro como galinhas dos ovos de ouro é justamente não identificar ou colocar parlamentares certos (se é que existem), para administrar esses ovos.

            O Brasil precisa urgentemente de gente que pense de forma clara e coerente, gente que observe aquilo que está a sua volta, dos recursos que ainda restam, das oportunidades que ainda não foram aproveitadas.   

            Nossos jovens estudantes que buscam avidamente o saber, o conhecimento, a oportunidade, a Universidade e o emprego, são eliminados destes direitos e são jogados aos “tubarões” das drogas, da violência e da morte; pois, não tem incentivos, vagas e salas de aulas suficientes, nem programas ou políticas públicas e verbas para a Educação e Cultura, pois os administradores dos ovos de ouro têm outras prioridades, seu próprio “omelette”, pois cuidar de crianças e jovens, que são o futuro da nação não dá voto nem prestígio.

            As pessoas honestas, qualificadas, e bem intencionadas que gostariam de participar do processo para melhorar o país, são desestimulados, irão poluir com sua honestidade, sabedoria, experiência e a vontade de trabalhar em benefício de mais de 200 milhões de enganados pelos discursos.

            Conforme pesquisa Inaf do IPM – Instituto Paulo Montenegro, evidencia a situação precária do ensino no país. 68% [dos brasileiros] são considerados analfabetos funcionais, e 7% de analfabetos absolutos; isto significa que 75% dos brasileiros não conseguem ler e interpretar textos.

            Apenas 25% dos brasileiros com idade entre 15 e 64 anos têm domínio pleno da leitura. Os números estão no Indicador Nacional de Alfabetismo Funcional (Inaf), coordenado pelo Instituto Paulo Montenegro (IPM), braço social do Ibope, e pela ONG Ação Educativa.

            Entre os países latinos, o Brasil é o que tem a mais elevada taxa de repetência no segmento de primeira à sexta série, 25,1%. Em segundo lugar aparece a Tunísia, com 18,3%. A taxa de primeira à sexta série na Argentina é de 5,3%; de 3,2% no Chile; 8,6% no Paraguai; 9,8% no Peru; 8,4% no Uruguai.

               Os brasileiros na faixa etária de 25 a 34 anos, classificados como população adulta jovem, 24% concluíram o ensino médio e 6% terminaram o nível superior. Outros 70% têm, no máximo, o ensino fundamental, sendo que 5,5% não possuem qualquer grau de instrução. A desigualdade regional quanto ao grau de formação da população brasileira é marcante. Enquanto no Sudeste 34% da população de 25 a 34 anos têm o ensino médio ou superior, no Nordeste apenas 23% dos adultos jovens têm essa mesma formação. Por outro lado, 3% no Sudeste não possuem instrução, contra 12% no Nordeste.

               Entre as unidades da Federação, também há significativas discrepâncias. Em alguns estados, como: Amazonas, Amapá, Maranhão, Piauí, Ceará, Alagoas e Bahia, menos de 3% da população têm a educação superior. Ao mesmo tempo, no Distrito Federal, em São Paulo e no Rio de Janeiro, mais de 8% têm essa formação. Apesar das diferenças, o índice da população com nível superior estão bem abaixo dos indicadores mundiais. Para vencer esse obstáculo, que é um empecilho ao desenvolvimento econômico, social e cultural do País, especialistas afirmam que, além de garantir o acesso à escola, são necessárias as permanências no sistema de ensino, a progressão entre séries e a ampliação da oferta de vagas na rede pública de educação superior.

            O brasileiro de um modo geral aceita com naturalidade que os políticos se apropriem dos bens públicos; estamos em uma condição que favorece  aqueles espertalhões, oportunistas, políticos e mal intencionados vendilhões da pátria em benefício de seu próprio “omelette”, que continuarão com suas práticas e políticas públicas danosas à nação.

            Também a banalização da violência, corrupção, impunidade, injustiça, cria em nossos filhos e netos outro conceito, diferente daquele que aprendemos de nossos pais e dos mestres escolares.

            A falta de políticas públicas e investimentos na educação têm causado um flagelo para nossos jovens que estão despreparados para o mercado de trabalho.

            As escolas profissionalizantes que eram um referencial de preparação para a juventude, hoje nem as empresas privadas querem esta responsabilidade, pois a legislação é confusa e duvidosa e os empresários não querem arriscar.

            Os projetos e medidas para melhoria do ensino ficam parados por anos, pois os parlamentares, governantes e ministros da educação que são cargos políticos e não técnicos, com interesses do partido ou dos candidatos que não visam o futuro da nação, mas apenas o benefício que terão nos seus mandatos.

            È difícil entender esta postura, porque esses foram instruídos ainda no conceito antigo de moral, lisura, honestidade e princípios, mas, o que aconteceu então? Se você não participa da “política” que está levando o país ao caos ficará fora do esquema ou será considerado bobo.

            Mas, parece-me que com todo esse passado negro, com 20 anos de ditadura e 25 de maus governos, ainda não aprendemos a cuidar do nosso galinheiro, deixando a porta aberta para as “raposas”.

Autor: Claudio Raza, consultor e professor Uninove – c.raza@terra.com.br

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*Postado Por: Claudio Raza

Um Comentário to “A galinha dos ovos de ouro, o “omelette” e a educação”

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