A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E O DESCOMPASSO DA EDUCAÇÃO NO BRASIL

A partir do momento que máquinas assumem trabalhos repetitivos, padronizados e manuais, e, a Inteligência Artificial assume trabalhos que exigem cérebros mais rápidos, o ser humano perde espaço para as máquinas. A inteligência artificial é um ramo da informática que visa criar máquinas inteligentes e tornou-se parte essencial da tecnologia da informação e do ensino.

A pesquisa associada à inteligência artificial é altamente técnica e especializada, inclui a programação de computadores para determinadas finalidades, tais como conhecimento, raciocínio, solução de problemas, percepção, aprendizagem, planejamento, capacidade de manipular e mover objetos.

Uma máquina programada para utilizar a inteligência artificial tem a capacidade de decidir entre opções pré-estabelecidas, qual é a melhor. Isso é feito com base em bancos de dados que são constantemente abastecidos por novas informações pelo próprio sistema.

Assim, é possível dizer que a máquina “aprende” na medida em que o banco de dados cresce, o que torna as decisões cada vez mais complexas. As máquinas não assumirão o controle, ainda não, pelo menos. No entanto, estão se infiltrando em nossas vidas, afetando a forma como vivemos, trabalhamos e nos divertimos. Mas, o que estamos aprendendo e ensinando para as nossas crianças para prepará-las para os próximos vinte ou trinta anos?

A maior parte das pessoas não vê essas mudanças e não há interesse (ainda) em divulgar o que acontecerá com os empregos no futuro. O certo é que muitos desaparecerão e alguns poucos surgirão em um ambiente de extrema competição.

Deveríamos ensinar nossas crianças a ser mais inovadoras e criativas. As novas tecnologias destruirão muitos empregos, mas criarão outros; a questão é saber se estaremos preparados e se estaremos qualificados para essas novas oportunidades.

A cada dia vemos diferentes máquinas substituírem empregados que até recentemente se sentiam muito seguros, de modo que a inquietação com o futuro causa insegurança até mesmo nas pessoas mais preparadas; no Brasil, infelizmente desconhecemos ou escondemos dos jovens universitários que eles não terão empregos no futuro a curto prazo.

As vantagens da automação são tão evidentes que seria absurdo tentar combatê-la com atitudes de resistência. A inteligência e a lógica nos aconselham a abraçar as mudanças e nos adaptar às suas consequências, sabemos que muitos não conseguirão acompanhar devido ao baixo nível de ensino que esse país nos proporciona. Se não haverá trabalho estável para todos, como podemos garantir um mínimo de renda para uma subsistência digna?

A grande diferença é que ela não será mais necessariamente a distribuição de renda através do trabalho, a questão é como será distribuída. Aqui no Brasil, tentou-se pelo bolsa família, mas mal administrado e pouco controlado, recentemente já tivemos uma amostra com o auxílio emergencial, não conhecemos nossos problemas.

Para nosso país, caminhos são apontados, como; repartir melhor o trabalho, reduzindo as jornadas semanais, eliminar alguns benefícios trabalhistas, tais como; FGTS, 13º.salário, horas extras normais sem acréscimos sindicais, adicional noturno mais baixos, férias menores e sem acréscimos do 1/3, redução dos gastos públicos: tais como: redução do número de Senadores, Deputados, com seus excessos de benefícios e auxiliares e assessores, bem como carros, auxílio moradia, planos de saúde, etc. etc. e principalmente dos Vereadores que em sua grande maioria são inúteis políticos, com salários e auxílios exorbitantes.

A alternativa, não distribuir a riqueza e abandonar as pessoas à própria sorte, pode ser muito pior e mais custosa em termos de segurança e fator humanitário.

Fica a pergunta: Será que o MEC está preparado para mudar os conteúdos dos cursos para o ensino Fundamental, Médio e Superior? Será que as Universidades brasileiras estão interessadas em orientar seus alunos sobre a “Inteligência Artificial” e a possível dificuldade de empregos?

Fica um alerta para futuros governantes, populistas ou não, corruptos ou não, grupos econômicos que dominam o ensino no país, professores e alunos que estão sendo usados pelo poder econômico, para que pensem bem, estamos matando a “Galinha dos Ovos de Ouro”, vai faltar galinha.

Fontes: Milagros Pérez Oliva – Jornal El País; J.R.Guzzo e Transformação Digital (Tiago Magnus)

Autor: Claudio Raza – mestre em educação e administração – www.claudioraza.com.brc.raza@terra.com.br

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