A LIDERANÇA DA ECONOMIA MUNDIAL ESTÁ EM DISPUTA MAIS ACIRRADA

Em julho de 2011, escrevi um artigo sobre a disputa da economia mundial, quase 10 anos se passaram e muitos agentes modificadores foram acrescentados nessa disputa que hoje tornou-se uma guerra sem armas, por enquanto.

Falávamos ali em 2011, sobre o PIB (Produto Interno Bruto), aproximadamente, das três principais potencias econômicas:

1º. Estados Unidos, com US$ 14.657 trilhões de dólares, representando 23,3% do PIB mundial,

2º. China, com US$ 5.878 trilhões de dólares, representando 9,3% e

3º. Japão, com US$ 5.458 trilhões de dólares, representando 8,7% do PIB total mundial.

Os agentes que hoje modificaram essa corrida pelo poder foram:

            Pandemia do Covid-19, que derrubou a economia do mundo todo, com menos impacto na China

            Sistema 5G – Tecnologia Huawei da China x Tecnologia Samsung da Coreia do Sul (USA)

Gasoduto Rússia até Alemanha, que irá encher os cofres da Rússia, enfraquecendo a exportação dos USA para Europa.

China comprando todas as empresas no mundo; principalmente de energia e agronegócios no Brasil; investidores chineses avaliam ativos em regiões consideradas favoráveis à China, incluindo o sul da Europa, América do Sul, África e Oriente Médio.

A estatal State Grid International Development (SGID), a maior empresa chinesa de energia, comprou no Brasil sete concessionárias de transmissão de energia elétrica controladas por um consórcio espanhol. O negócio, avaliado em R$ 3 bilhões, deve ainda ser aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Os termos do negócio foram estipulados no domingo em Pequim e remetidos ontem à Aneel. Além disso, também foram negociados 75% do capital das empresas Expansión Transmissão e Expansión Transmissão Itumbiara Marimbondo, controladas pela espanhola Abengoa. EFE, conforme http://epocanegocios.globo.com/Revista.

Além do setor elétrico, os chineses têm planos ambiciosos para avançar em empresas de construção pesada e no transporte de cargas por ferrovias. Se puderem aliar as duas coisas, melhor. Segundo Carlos Frederico Bingemer, sócio da área de infraestrutura do escritório Barbosa, Müssnich, Aragão (BMA), eles querem entregar o pacote completo num projeto de infraestrutura. Ou seja, num empreendimento de usina eólica, por exemplo, querem não só a concessão como também a construção e fornecer os equipamentos.

Tudo isso preocupa os Estados Unidos que não tem caixa suficiente para tantos investimentos, e tudo que escrevi na época sobre a liderança disparada dos Estados Unidos, a previsão para 2021, conforme FMI, e especialistas brasileiros e minhas projeções, muda pouca coisa; vamos verificar como será a projeção  do ranking do PIB mundial das duas:

1º. Estados Unidos, com US$ 21.870 trilhões de dólares, representando 24,6 % do PIB mundial,

2º. China, com US$ 15.100 trilhões de dólares, representando 16,85%,

Como vemos, onze anos depois, conforme projeções aproximadas, a disputa continua, a participação da China está crescendo, mas a distância entre os dois continua ainda grande, e os Estados Unidos serão a “prima dona” por muitos anos.

Autor: Claudio Raza, economista – c.raza@terra.com.brwww.claudioraza.com.br

Escreva um comentário