A POLÍTICA DE INTERESSES PRÓPRIOS ESTÁ DESTRUINDO A ECONOMIA DO PAÍS.

O impasse político existente hoje no Congresso Nacional (Senado e Câmara dos Deputados), está levando o país a uma estagnação sem precedentes; pois devido aos interesses políticos, delações, comprometimento de quase todos os parlamentares com propinas, desvios de dinheiro público, o país tornou-se um vexame ao mundo.

Hoje, não se aprova nada no Congresso, quando as coisas importantes estão engavetadas, ou os parlamentares, discordam de tudo e não aparecem no plenário quando precisa-se de quórum para a aprovação de algo que venha ajudar o Governo ou favorecer o povo em geral.

Enquanto isso, são publicados números sobre a economia que ninguém acredita, pois já foi dito tanta coisa imprecisa e sem transparência que a população já está com pé atrás; pois não se sabe qual a verdadeira situação do país.

Diz-se que a dívida pública, isto é, os empréstimos que o Governo Federal tem que pagar para bancos e empresas no exterior e no país já está perto dos 75% do PIB nacional; isto é; de tudo que o Brasil produz só resta 25% para atender as necessidades básicas: Educação, Saúde, Moradia, Transporte, Segurança, ajuda emergencial da pandemia e desvios de dinheiro da saúde enviados aos estados e municípios.

Entendemos que estamos totalmente endividados ou comprometidos com os bancos nacionais e estrangeiros; e não conseguimos sequer pagar os juros desses empréstimos, o chamado “déficit primário, que não sendo pagos, tornam-se novos empréstimos, com juros anuais altíssimos.

Quanto a inflação, a perda do poder de compra do brasileiro IPCA ou desvalorização do real, em 2019 a inflação acumulada, foi de 4,31% no ano, conforme o IBGE; em agosto de 2020 está por volta de 2,44%, acumulado dos últimos doze meses como sendo oficial, mas os preços dos produtos básicos continuam crescendo, em média 25% a 35%, as despesas do Governo só aumentam e a arrecadação dos impostos que são as Receitas Governamentais, só diminuem e o dólar só aumenta, isso é inflação não computada nos índices oficiais.

Se quisermos saber quanto a inflação real está, é só deixar o dólar solto, sem a interferência ou manipulação do Banco Central. Exemplo: a taxa do dólar em 2012, estava em R$ 1,72, em  2014 em R$ 2,24, em 2016 em R$ 3,61, em 2018 em R$ 3,89 e agora em 2020 em R$ 5,66, um aumento acumulado em 8 anos de 329% aproximadamente, isso com interferência ou manipulação do Governo; isso é perda do poder de compra, inflação, real desvalorizado, aumento da dívida pública.

Esse impasse dos parlamentares, políticos inoperantes e tendenciosos, continuará até meados de 2022, sem aprovação de medidas mesmo que amargas, para cobrir parte do déficit fiscal/financeiro do Orçamento Público.

O PIB, de 2016 foi negativo, em 3,6%, o de 2017, positivo em 1,06%; em 2018, positivo em 1,12%, em 2019, positivo em 1,14, em 2020 uma previsão de queda de 5 a 6% em média, motivado pela pandemia de ações dos governadores e prefeitos.

Os gastos públicos não foram e não serão cortados, pois prevalecerão os interesses políticos e aumentarão muito mais nos próximos anos, perto das eleições presidenciais, ninguém quer abrir mãos das mordomias, pois tudo depende do Congresso Nacional (Senado e Câmara dos Deputados)

A inflação oficial se for calculada corretamente levando-se em conta os aumentos de preços e alta do dólar, estaríamos em 8 a 10%, pois no nosso bolso já chega a 25%.

O dólar alancará o valor de R$ 6,50 ou R$ 7,00, pois o Governo não tem mais reservas para vender e segurar a alta do dólar ou a desvalorização do Real.

Teremos novos rebaixamento das Agencias de Riscos Internacionais, afugentando ainda mais os investidores internacionais.

A taxa de desemprego está em de 13,3%, atingindo 12,8 milhões de pessoas,

As industriais continuarão demitindo ou saindo do país por falta de credibilidade e buscando uma carga tributária menor, aumentando ainda mais o desemprego.

Vimos que a crise é mais política do que econômica, só depende de Gestão Competente e atitudes corretas, nossos políticos só reagem se forem pressionados, não existe mais amor à pátria, só interesses pessoais.

Autor: Claudio Raza – Economista – www.claudioraza.com.br e c.raza@terra.com.br  

Escreva um comentário