ADAPTAÇÕES, MUDANÇAS E NOVOS MODELOS PÓS PANDEMIA

O futuro foi antecipado, empresas, modelos e gestão de negócios, parcerias, franquias, tecnologia e paradigmas devem ser repensados; “Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças”. Leon C. Megginson, professor da Louisiana State University.

 Alguns já estão em prática, como home office, reuniões por conferência ou uso de férias e banco de horas, a crise de proporções globais surpreendeu empresas dos mais diversos tamanhos e setores, incluindo executivos experientes e consultores.

O gestor deve pensar de forma mais ampla sobre as consequências e impactos sociais para resolver a crise, revendo seus lucros e adaptando seus preços a nova realidade. O isolamento social provocou a criação de novos hábitos e comportamentos no universo corporativo, com revisão das reais necessidades de se manter processos e estruturas

O modelo de gestão em grandes empresas no qual as decisões são concentradas na alta liderança, que define as estratégias e controla os funcionários, perde o sentido em um contexto instável de hoje, com clientes e consumidores cada vez mais exigentes e poderosos; a equipe tem que ser mais experiente e sensível para fazer mudanças rápidas, como pilotar um barco com motor de popa e não um grande navio, transatlântico, pesado e lento.

Toda aquela mega estrutura das grandes empresas, tais como presidentes, vice presidentes, diretores, vice diretores, gerentes, subgerentes, chefes de departamentos, chefes de divisões e coordenadores, com altos salários e reuniões inúteis e intermináveis, estão com os dias contados; estruturas pesadas e caras não tem mais espaço nos novos modelos de gestão.

Mesmo para pequenas empresas ou donos de cafeterias bares e restaurantes sabem que, no futuro próximo não encontrarão o mesmo mercado, terão de se reinventar.

O setor de franquias tinha algumas metas definidas para 2020: a maior integração entre os canais físicos e tecnológicos, a multicanalidade e a adoção da inteligência artificial ao dia a dia das operações eram algumas delas. Tudo isso e mais um pouco acabou ocorrendo em boa parte das redes pouco mais de três meses depois do início do ano, por conta da pandemia.

“Acelerou tudo. A digitalização ficou tão forte que as empresas adaptaram serviços, lançaram novos produtos e criaram soluções para esse período. As franquias estão mudando os seus negócios para atender esses hábitos que vão perdurar depois da pandemia”, afirma o presidente da Associação Brasileira de Franchising (ABF), André Friedheim, mas, 51% das franquias preveem queda após crise. “Vamos ter fechamentos e muitos repasses de operações quando tudo voltar. A ABF está conduzindo uma pesquisa entre os associados para identificar essa tendência e também novas projeções de faturamento, amparadas na nova realidade.

A entidade também tem negociado com shopping centers para que taxas de transferência, comuns em processos de repasse de operações, não sejam cobradas na retomada, bem como o pleito junto ao governo pelo abatimento de tributos. “Os próprios shopping centers talvez também reavaliem a cobrança do condomínio, se tudo que é feito é realmente necessário. Será um momento de transformação para todos.”

Para o presidente da ABF, um dos grandes legados desse período é que muitos franqueados precisaram aprender, por necessidade, sobre gestão de empresa e fluxo de caixa. “Agora estão entendendo muito mais seus negócios do que entendiam no passado. Eles buscaram entender leis trabalhistas, contabilidade, tudo que envolve o negócio. Um novo mercado vai surgir, com mais consistência.”

As universidades privadas já estão sendo afetadas. Elas dependem que as pessoas paguem suas mensalidades. E o grande subsídio ao ensino superior privado, que era o crédito educativo, já estava sendo cortado antes. E vai continuar sendo cortado. Talvez elas percam alunos e tenham que se enxugar. Mas elas têm a vantagem de serem mais flexíveis que as públicas para buscar alternativas devido ao seu caráter empresarial.

As públicas já estavam tendo dificuldades para conseguir financiamento e isso vai piorar a partir do ano que vem. Talvez elas tenham que usar um corpo docente em tempo integral mais enxuto, com mais professores contratados por outro regime de trabalho. E aí vem o problema que as universidades públicas não estão acostumadas a tomar a iniciativa.

A ficção virou realidade rápido demais, num piscar de olho, estamos no futuro, com o mesmo corpo e a velha mania, é hora de mudar.

Fontes:  Murilo Bomfimhttps://exame.abril.com.br/carreira/mesmo-apos-a-crise-coronavirus

https://revistapegn.globo.com/Franquias/noticia/2020/04/digitalizacao-e-cortes-de-custos-tendencias-das-franquias-para-o-pos-coronavirus.html

Simon Schwartzman – https://desafiosdaeducacao.grupoa.com.br/ensino-superior-futuro-coronavirus/

Autor: Claudio Raza: um idoso em mutação ou transformação – c.raza@terra.com.brwww.claudioraza.com.br

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