ANALFABETOS FUNCIONAIS E O MERCADO DE TRABALHO

A taxa de analfabetismo entre brasileiros com 15 anos ou mais em 2014 foi estimada em 8,3% (13,2 milhões de pessoas), segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No ano de 2013, era de 8,5% (13,3 milhões), está mais concentrado na região Nordeste e também na população de mais de idade
Há dez anos, aproximadamente existe um outro conceito, que é o analfabeto funcional; ele consegue ler e escrever bilhetes simples, mas não consegue usar as instruções de um manual de máquinas, equipamentos ou instruções da vida diária.

A taxa de analfabetismo funcional é definida pelo IBGE como a proporção das pessoas com 15 anos ou mais com menos de 4 anos de estudo em relação ao total de pessoas na população com a mesma faixa etária.

O último estudo do IPM traz que 27% dos brasileiros são analfabetos funcionais, pessoas com idade entre 15 e 64 anos, ou seja, uma população que está no mercado de trabalho.

Outro dado alarmante é que apenas 8% da população é plenamente capaz de ler, compreender e elaborar textos de diferentes tipos, além de se entender bem com os números.

O analfabetismo funcional deve ser combatido levando em conta os empregos e a economia e o avanço da tecnologia nas empresas.
Cerca de 7 milhões de empregos devem ser eliminados nos próximos 5 anos por causa das transformações da chamada “quarta revolução industrial”. Ou seja, se não estivermos preparados, nós podemos estar nesse grupo de futuros desempregados.

O outro desafio é a falta de competitividade do país no cenário internacional, algo que tem a ver com a produtividade do brasileiro. Para se ter uma ideia, um trabalhador norte-americano produz o equivalente a quatro brasileiros.

Outro dado, apenas 22% dos diretores e gerentes nos setores público e privado (especialistas de nível superior) são proficientes. Na situação ideal, um indivíduo chegaria a esse nível de alfabetismo ao final do ensino médio. Ou seja, seria necessário que garantir o nível “proficiente” a todos os brasileiros com 12 anos de escolaridade.

A Região Nordeste manteve-se com a taxa de analfabetismo funcional mais alta no País, 27,7% em 2013 e 27,1% em 2014. As Regiões Sudeste e Sul também continuam a apresentar os indicadores mais baixos, 12,7% e 13,8%, respectivamente.

O estudo verificou que o número médio de anos de estudo para o Brasil era de 7,7 anos em 2014. A Região Sudeste apresentava a maior média, 8,4 anos. As Regiões Nordeste e Norte registraram as menores médias, 6,6 e 7,2 anos de estudo, respectivamente.
Ainda de acordo com a PNAD, em todas as chamadas “Grandes Regiões”, as mulheres apresentaram as maiores. Em 2014, as mulheres tinham 8 anos e os homens, 7,5 anos de estudo.

As maiores diferenças são apontadas na Região Norte, com 7,6 anos para as mulheres e 6,8 anos para os homens; e na Região Nordeste, com 7,0 anos para as mulheres e 6,2 anos para os homens. A menor diferença foi encontrada na Região Sudeste, com 8,5 anos para as mulheres e 8,3 anos para os homens.

O Estudo mostra também que habilidades de leitura, escrita e matemática são limitadas em muitos setores da economia brasileira, podendo restringir produtividade e capacidade de inovação.

Enfatizando que apenas 8% das pessoas em idade de trabalhar (entre 15 e 64 anos) são consideradas plenamente capazes de entender e se expressar por meio de letras e números, ou seja, apenas oito a cada grupo de cem indivíduos da população estão no nível Pleno Proficiente, considerado o mais alto da escala de alfabetismo funcional do Inaf (Indicador de Alfabetismo Funcional).

Alcançar o nível Proficiente revela domínio das habilidades descritas para essa classificação, como elaboração de textos mais complexos, interpretação de tabelas e gráficos envolvendo mais de duas variáveis e resolução de situações-problema de contextos diversos.

Chega-se a conclusão que: o ensino é ruim, as escolas e aulas não motivam os alunos, os brasileiros não gostam de ler e aprender.
Fonte: IBGE

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