BRASIL O CELEIRO DO MUNDO CRESCE A CADA ANO

O agronegócio é a fusão da agropecuária e da indústria, de forma que a interdependência está presente desde a aquisição de insumos para a plantação, passando pela estrutura de irrigação, utilização de máquinas, embalagem dos produtos e transporte. A produção, orientada para conseguir a máxima produtividade, envolve uma extensa e diversa quantidade de empresas e tecnologias.

De acordo com Milton Santos, importante geógrafo brasileiro, podemos falar do agronegócio como uma agricultura científica globalizada, ou seja, quando a produção agrícola tem uma referência planetária, e recebe influência das mesmas leis que regem os outros aspectos da produção econômica. Especialmente exigente de ciência, técnica e informação, esta induz ao aumento exponencial das quantidades produzidas em relação às superfícies plantadas. Por sua natureza global, conduz a uma demanda extrema de comércio na qual o dinheiro passa a ser uma “informação” indispensável.

O agronegócio é o setor mais competitivo da economia nacional, ele representa hoje 20% do PIB. Sem ele, a balança comercial brasileira sofreria uma queda: 41% das exportações vêm do campo, cuja expansão dependerá fortemente da produtividade nos próximos anos e as previsões oficiais revelam boas safras.

Mesmo com as dificuldades de financiamentos e a falta de planejamento e apoio por parte do Governo Federal ela sobrevive.
– O PIB da agricultura é de 1 trilhão de reais, o que representa cerca de 20% da economia.
– O setor representa 41% das exportações brasileiras hoje.
– Entre 25 e 30 milhões de pessoas trabalham com o agronegócio – cerca de 30% do pessoal ocupado do país – direta e indiretamente.
– A produção de grãos deve chegar este ano a 191 milhões de toneladas. Na próxima década, deve alcançar 248 milhões.
– Para isso, a área cultivável deverá aumentar 17%, mas é a produtividade que deverá ser a grande responsável pelo aumento na produção.
– 90% do crescimento da produção nos últimos anos se deve à produtividade; apenas 10% a outros fatores.
– A tendência em longo prazo é a produtividade crescer a taxas mais modestas, algo em torno de 1,6% ao ano, enquanto hoje está em 4,04% – contra 2,26% nos EUA.
– Os três estados que se destacam no crescimento da produtividade anual hoje são Minas Gerais (6,5%), Bahia (5,7%) e Goiás (5,5%).
– Brasil usa 40 milhões de hectares para plantar produtos transgênicos. Só perde no mundo para os EUA, onde a área chega a 70 milhões de hectares.
– A produção de cinco estados da região do delta dos Estados Unidos não chega a 700 mil km quadrados de áreas cultiváveis. Só o Mato Grosso é maior do que isso.
– Milho (63%) e algodão pluma (55%) serão as duas culturas que mais terão aumento na exportação entre 2013 e 2023, prevê o ministério.

Mas os problemas ainda são grandes

– Apenas 15% das fazendas possuem sistema próprio de armazenagem de grãos.
– O percentual de perda no mercado de grãos na pré e pós-colheita é de 10%, considerado alto em relação à média mundial.
– Produção de soja vem crescendo 6% ao ano, enquanto a capacidade de armazenagem aumenta apenas 4%. Já a área de plantio, 2,8%. Isso indica crescimento da produtividade, mas também o aumento do déficit de áreas para estocar a cada ano.
– Os gargalos de logística e infraestrutura formam uma lista enorme. A saída de uma tonelada de soja do Mato Grosso para a China custa 185 dólares. Da Argentina, 102 dólares. Dos EUA, 71 dólares.
– Broca do café, bicudo do algodoeiro, ferrugem da soja, mofo branco e a mosca branca. Essas são as pragas e doenças consideras de maior risco à atividade agrícola no Brasil. Elas atacam culturas como soja, milho, algodão e hortaliças, gerando prejuízos à produção nacional.

Os dados indicam que a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas totalizará 205,4 milhões de toneladas, resultado 1,9% inferior ao obtido em 2015 (209,4 milhões de toneladas). Em comparação com as previsões de março, a produção variou negativamente 2,2%, mesmo com a área plantada aumentando em 0,3%.

Arroz, milho e soja

Pela nova projeção, as estimativas da área a ser colhida são de 58,5 milhões de hectares, um acréscimo de 1,6% diante da área colhida em 2015 (57,6 milhões de hectares). Os dados indicam que o arroz, o milho e a soja continuam como os três principais produtos da safra 2016.

Somados, eles chegam a representar 92,9% da estimativa da produção total de cereais, leguminosas e oleaginosas e respondem por 87,1% da área a ser colhida. Em relação ao ano anterior, houve acréscimo de 2,9% na área de soja e de 2,9% na de milho.
Em contrapartida, na área de arroz houve redução de 7,7%. Quanto à produção, o aumento é de 1,3% para a soja, mas deve haver redução de 7,6% para o arroz e de 5% para o milho, ambas determinantes para a reversão da expectativa de nova safra.

Segundo o IBGE, nessa última avaliação para 2016, entre os estados, Mato Grosso lidera como maior produtor nacional de grãos (25,1%), seguido pelo Paraná (18,3%) e Rio Grande do Sul (15,0%), que, somados, representam 58,4% do total previsto.
Nas estimativas do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de abril frente à produção de cereais, leguminosas e oleaginosas de 2015, 13 dos 26 principais produtos apresentaram variações positivas de produção, inclusive dois dos principais produtos da safra brasileira: soja em grão, com crescimento de 1,3%; e trigo em grão, com expansão de 4,7%.

Pecuária

Nos próximos cinco anos, o Brasil será o maior produtor de carne bovina do mundo, superando os Estados Unidos, país que atualmente ocupa o primeiro lugar no ranking. De acordo com dados da Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária (CNA), a cadeia produtiva brasileira da carne bovina movimenta cerca de R$ 167,5 bilhões por ano e gera aproximadamente 7 milhões de empregos. O setor produz 9,5 milhões de toneladas, sendo 7,6 milhões destinadas ao mercado interno e 1,8 milhão exportadas para mais de 140 países.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o rebanho bovino brasileiro possui mais de 212 milhões de cabeças. Os cincos maiores estados produtores são: Mato Grosso, com 28 milhões de cabeças; Minas Gerais, com 23 milhões; Goiás, com 21 milhões; Mato Grosso do Sul, com 21 milhões e Pará, com 19 milhões.
Fontes: IBGE,

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