BUSINESS INTELLIGENCE “A moda da casa”

Esta é a hora das micros e das pequenas empresa; são as que mais empregam neste país, são as que desenvolvem novas tecnologias e são as que mais precisam de orientação e modelos simples e objetivos de gestão.

O Business Intelligence para essas empresas tem que ser proporcional à capacidade de entendimento de seus dirigentes; mas, o que é Business Intelligence Tupiniquim?

“É a inteligência de negócios aplicados ao pequeno comércio ou pequena empresa de uma maneira simples, objetiva, de fácil entendimento e de rápido acesso, para tomada de decisões”.

Também pode ser entendido como um diferencial competitivo, gestão de informação ou um banco de informações, não um banco de dados desordenados sem utilidade nenhuma.

Hoje, fala-se muito em “Planejamento Estratégico” que é o processo que fixa as grandes orientações que permitem às empresas modificar, melhorar ou fortalecer a sua posição face à concorrência. É uma ferramenta de apoio à gestão com vista ao desenvolvimento futuro da empresa, especificando a forma e os prazos de execução.

É a mais alta direção, que tem a responsabilidade de definir e pôr em prática todo o processo de planejamento global da empresa. Ao definir as linhas de orientações gerais relativamente à missão, visão política e estratégia empresarial estabelecem-se as bases sobre as quais cada unidade de negócios individual delineará o seu próprio plano de negócios, baseado no plano estratégico global definido pela alta administração.

Notaram que para o pequeno empresário não é fácil entender todo esse palavreado técnico, mas os consultores e as consultorias especializadas ainda não entenderam a realidade das micros e das pequenas empresas, “usam terminologias e preços inacessíveis” ao pequeno empresário, talvez desconheçam o “Business Intelligence Tupiniquim”, como esse consultor vai orientar e aplicar modelos de gestão, se ele mesmo desconhece a realidade de seu cliente? Se ele mesmo não tem um “banco de informações” de seus clientes ou prospectivos clientes?

Segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), dentre 3,6 milhões de empresas brasileiras existentes em 1998, 98,8% eram micro e pequenas empresas. Ou seja, as unidades de menor porte representam à imensa maioria das empresas brasileiras. Realidade que se verifica não apenas para o conjunto da economia, como em todos os setores de atividade.

Vamos projetar que hoje, treze anos depois, 2011, existam aproximadamente 5 milhões de empresas, onde as micros e pequenas representam 4,8 milhões, a grande maioria sem condições de ter um sistema de gestão prático por falta de opção mais barata no mercado.

Vamos lembrar um outro fator importante neste universo de empresas; quase que 100% destas micros e pequenas empresas com até 150 funcionários estão sendo “administradas” pelos escritórios de contabilidade.

Devido à falta de valorização dos trabalhos de contabilidade, onde as empresas também não querem pagar o devido trabalho, os escritórios fornecem o estritamente o necessário para cumprir as obrigações fiscais e legais, deixando de orientar com relação à contabilidade gerencial, que são as informações analisadas para tomada de decisões; daí o alto índice de mortalidade das micro e pequenas empresas.

Com estas colocações, chegamos as seguintes conclusões:

- Os consultores e as consultorias especializadas precisam usar terminologias mais simples e adaptadas ao pequeno empresário; cobrar preços, não de uma grande empresa, mas de um pequeno negócio, pois estes é que irão sustentar as consultorias futuramente, então comecem agora a cair na real.

- Os escritórios de contabilidade que já estão com esse imenso mercado na mão, mas ainda não descobriram isso e estão perdendo mercado dia a dia, pois as empresas clientes destes escritórios, conforme estatísticas do Sebrae, 56% delas não chegam ao 5º. ano de vida.

- Os micros e pequenos empresários precisam acordar para a realidade do mercado brasileiro, que esta mudando rapidamente, e as exigências dos consumidores cada vez maiores; precisam de capacitação em gestão empresarial, isto é, permitir que outros que conheçam mais os ajude, e não tão resistentes às mudanças, pois seu conhecimento técnico sobre seu negócio, não fará sua empresa sobreviver a este canibalismo empresarial.

- As empresas que não optarem por um sistema de informações simples, mas eficiente para tomada de decisões ficarão para traz ou serão engolidas pelas mais rápidas e eficientes.

Autor: Cláudio Raza; consultor; professor Uninove; c.raza@terra.com.br

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*Postado Por: Claudio Raza

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