BUSINESS INTELLIGENCE “Tupiniquim” ou “A moda da casa”

O Business Intelligence para as empresas brasileiras tem que ser proporcional à capacidade de entendimento de seus dirigentes; mas, o que é Business Intelligence Tupiniquim?

É a inteligência de negócios aplicados ao pequeno comércio ou pequena empresa de uma maneira simples, objetiva, de fácil entendimento e de rápido acesso, para tomada de decisões”.

Também pode ser entendido como um diferencial competitivo, gestão de informação ou um banco de informações, não um banco de dados desordenados sem utilidade nenhuma.

Hoje, fala-se muito em “Planejamento Estratégico” que é o processo que fixa as grandes orientações que permitem às empresas modificar, melhorar ou fortalecer a sua posição face à concorrência. É uma ferramenta de apoio à gestão com vista ao desenvolvimento futuro da empresa, especificando a forma e os prazosde execução.


É a mais alta direção, que tem a responsabilidade de definir e pôr em prática todo o processo de planejamento global da empresa. Ao definir as linhas de orientações gerais relativamente à missão, visão política e estratégia empresarial estabelecem-se as bases sobre as quais cada unidade de negócios individual delineará o seu próprio plano de negócios, baseado no plano estratégico global definido pela alta administração.

Para o pequeno empresário não é fácil entender todo esse palavreado técnico, mas os consultores e as consultorias especializadas ainda não entenderam a realidade das micros e das pequenas empresas, usam terminologias e preços inacessíveis ao pequeno empresário, talvez desconheçam o “Business Intelligence Tupiniquim”, como esse consultor vai orientar e aplicar modelos de gestão, se ele mesmo desconhece a realidade de seu cliente? Se ele mesmo não tem um “banco de informações” de seus clientes ou prospectivos clientes?

As micro e pequenas empresas representam, no Brasil, 89,9%, aproximadamente, segundo o DataSebrae, em Maio/2020. São mais de 19 milhões de negócios, dos quais 9,8 milhões são microempreendedores individuais (MEI), 6,5 milhões são micro empresa (ME) e 0,8 milhões são empresas de pequeno porte (EPP) e 1,9 milhões de médias e grandes empresas. Os pequenos negócios também respondem por 52,2% dos empregos gerados pelas empresas no país. 

Vamos lembrar um outro fator importante neste universo de empresas, quase que 100% destas micro e pequenas empresas com até 150 funcionários são “administradas” pelos escritórios de contabilidade.

Devido à falta de valorização dos trabalhos de contabilidade, onde as empresas também não querem pagar o devido trabalho, os escritórios fornecem o estritamente o necessário para cumprir as obrigações fiscais e legais, deixando de orientar com relação à contabilidade gerencial, que são as informações analisadas para tomada de decisões; daí o alto índice de mortalidade das micro e pequenas empresas.

Com estas colocações, chegamos as seguintes conclusões:

1-) Os consultores e as consultorias especializadas precisam usar terminologias mais simples e adaptadas ao pequeno empresário; cobrar preços, não de uma grande empresa, mas de um pequeno negócio, pois estes é que irão sustentar as consultorias futuramente, então comecem agora a cair na real.

2-) Os escritórios de contabilidade que já estão com esse imenso mercado nas mãos, mas ainda não descobriram isso e estão perdendo mercado dia a dia, pois as empresas clientes destes escritórios, conforme estatísticas do Sebrae, mais de 56% delas, dependendo da região, não chegam ao 5º. ano de vida.

3-) Os micros e pequenos empresários precisam acordar para a realidade do mercado brasileiro, que esta mudando rapidamente, e as exigências dos consumidores cada vez maiores; precisam de capacitação em gestão empresarial, isto é, permitir que outros que conheçam mais os ajude, e não tão resistentes às mudanças, pois seu conhecimento técnico sobre seu negócio, não fará sua empresa sobreviver a este canibalismo empresarial.

4-) As empresas que não optarem por um sistema de informações simples, mas eficiente para tomada de decisões ficarão para traz ou serão engolidas pelas mais rápidas e eficientes.

Precisamos cair na realidade, que o mercado brasileiro é de pequenas empresas, e temos que ser adaptáveis e fazer coisas e ferramentas de gestão para essas empresas.

Fontes: datasebrae.com.br/totaldeempresas/ agenciabrasil.ebc.com.br/

Autor: Claudio Raza; contabilista, economista, gestor de negócio e mestre em administração. www.claudioraza.com.brc.raza@terra.com.br

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