CRIATIVIDADE E INOVAÇÃO – MEXA-SE

O ser humano já nasce criativo; o brasileiro devido as dificuldades e obstáculos, fica mais criativo, empreende e inova; mas, logo é enquadrado nos moldes da sociedade, da família, das escolas, dos modismos, das caixinhas e culturas empresariais, e tornam-se verdadeiros entraves nas organizações.

Até pouco tempo atrás, não se usava a terminologia Gestão e sim Administração e você era admitido e treinado para cumprir ordens, não para pensar e inovar.

Os termos gestão e administração parecem semelhantes, mas não são sinônimos. Eu penso que, administrar está ligado ao ato de dirigir e gestão foca na valorização do capital humano.

Criatividade indica a capacidade de criar, produzir ou inventar coisas novas. Inovação é a ação ou o ato de inovar; efeito de renovação ou criação de uma novidade que muitas vezes traz retorno financeiro ou melhora no sistema.

A diferença entre criatividade e inovação é o foco. Criatividade é sobre libertar o potencial da mente para conceber novas ideias. Inovação se trata de introduzir uma mudança a um sistema relativamente estável. É o trabalho necessário para transformar uma ideia em algo viável.

A Criatividade e a Inovação traduzem-se na exploração bem-sucedida de novas ideias, essenciais para sustentar a competitividade e a geração de riquezas. Um país, uma empresa ou qualquer outra organização que almeja manter-se à frente de seus competidores, precisará de sistemas inovadores e criativos.

No início do artigo falamos em modismo e culturas empresariais; nas pequenas e médias empresas, onde prevalece a imagem do dono ou fundador da empresa é a coisa mais difícil de aplicar a criatividade e a inovação, pois mandam mais a secretária, a telefonista e as vezes até a mulher do café, quando estas após a morte da esposa do dono tornam-se as “primas donas”, sem cultura, conhecimento e capacitação, mas mandam mais que os gerentes e gestores. Isso não é invenção, trabalhei em duas com essas características.

Nas grandes empresas, reina o modismo, em um passado não muito distante, não se podia participar de uma reunião sem ouvir as expressões: “vantagem competitiva”, “brainstorming”, “downsizing”, “reengenharia”, “feedback”, “teoria das restrições”, Tempos depois, era o tal do “Balanced Scorecard”, “Budget”, “Business Intelligence”, “Coaching”, “Empowerment”, “Paradigma”, “Networking”,“Compliance”, “Resilência”; hoje, ao que parece, uma das expressões da moda é a “inovação disruptiva”, realmente uma locução muito bacana de se pronunciar em público.

Voltando a falar sobre os “pseudos” gestores que ainda ocupam lugares privilegiados nas organizações, além de esconderem suas manias e medos, prejudicam o crescimento ou a transferência de funcionários para outros departamentos. São verdadeiros maníacos e escondem bem dos superiores suas deficiências, pois é um círculo vicioso e um corporativismo.

Trabalhei em uma grande empresa onde meu diretor, girava todo o tempo bolinhas de aço nas mãos; conheço gestoras que não deixam seus funcionários participarem de oportunidades dentro da empresa porque isso pegaria mal para a gestora, mas também não é demitida por estar comprometida com o superior; também conheço profissionais que não treinam sua equipe e não ensinam novos trabalhos com medo de ser superado; conheci superiores que engavetam projetos e inovações dos subordinados e depois de meses apresentam como seus.

Existem ainda dentro das empresas os gestores opressores, que administram com a chibata ou com o chicote, inventam reuniões de final de expediente, horas extras desnecessárias ou trabalhos que não serão utilizados, mas foram pedidos para a manhã seguinte, prejudicando funcionários que estudam á noite.

A pergunta é, será que o RH tem a força necessária para exigir exames periódicos de sanidade mental desses gestores? Ou tem a credibilidade e a confiança dos funcionários para fazer uma reclamação? Ou o é apenas um departamento do pessoal que acha que é Recursos Humanos?

As empresam precisam ser repensados, existem verdadeiros “manicômios empresariais”, gestores com sérios problemas psicológicos, que precisam ser afastados para tratamento e treinamento.

Autor: Claudio Raza, gestor de pessoas para o negócio. www.claudioraza.com.br; c.raza@terra.com.br.

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