INOVAÇÃO DISRUPTIVA

No passado não se podia participar de uma reunião sem ouvir a expressão “vantagem competitiva”, “brainstorming”, “downsizing”, “reengenharia”, “feedback”, “teoria das restrições”. Tempos depois, era o tal do “Balanced Scorecard”, “Budget”, “Business Intelligence”, “Coaching”, “Empowerment”, “Paradigma”, “Networking”, “Compliance”, “Resilência”; hoje, ao que parece, uma das expressões da moda é a “inovação disruptiva”, realmente uma locução muito bacana de se pronunciar em público.

Mas quando falamos em inovação disruptiva, estamos falando em abandonar o processo anterior, mais que isso, torná-lo obsoleto. E não apenas o processo, mas todo o modelo de negócios que o usava, afetando toda uma indústria, como o clássico exemplo de inovação disruptiva que ocorreu com o surgimento do iPhone. Em suma: A inovação disruptiva não agrega valor, ela cria um novo valor!

Um dos mais famosos exemplos de inovação disruptiva, aquele que muitos citam e contam para os outros, foi o que Steve Jobs fez ao tirar o teclado dos celulares e colocar em seu lugar uma tela, que não apenas exibia imagens em alta definição, mas obedecia aos comandos do usuário ao ser tocada.

O mundo mudou, e muito, depois daquilo! Mas o que é inovação disruptiva, afinal?
Algumas dicas:
• Todas as inovações do iPhone, se tomadas separadamente, não eram inovações, já existiam.
• A mudança foi simples, mas suas consequências bastante complexas.
• A mudança criou uma nova categoria de produto, algo totalmente novo.
• Os produtos que antes ocupam este território de consumo, ficaram imediatamente obsoletos.

O exemplo da Kodak, destrói a si mesmo. Foi a Kodak quem criou as câmeras digitais, responsáveis pelo colapso da empresa que não soube se aproveitar da inovação e continuou firme, produzindo filmes em acetato para um mercado cada vez menor.

Fitas K7 e discos de vinil X CDs e DVDs. Só de falar no assunto, para quem conheceu essas mídias dos anos 60 e 80, já se entende como a inovação disruptiva ocorreu, nem é preciso falar mais nada.

Sites de stream de musicais Mais uma inovação disruptiva na indústria da música. Lembra-se que no início gerou protestos e teve até gente presa por baixar músicas na internet? Hoje tudo está mais do que consolidado, com stream de vídeos e filmes também, como o NETFLIX não nos deixa negar!

Quem inventou o termo foi Clayton Christensen, professor de Harvard. Ele se inspirou no conceito de “destruição criativa” cunhado pelo economista austríaco Joseph Schumpeter em 1939 para explicar os ciclos de negócios. Segundo ele, o capitalismo funciona em ciclos, e cada nova revolução (industrial ou tecnológica) destrói a anterior e toma seu mercado. O termo apareceu pela primeira vez em um artigo de 1995, Disruptive Technologies: Catching the Wave. Depois, Christensen conta melhor a teoria em seus livros The Innovator’s Dilema e The Innovator’s Solut

Segundo Clayton Christensen, “Inovações disruptivas são aquelas que provocam uma ruptura no antigo modelo de negócios. Elas normalmente favorecem o aparecimento de novos entrantes”.

Empresas SaaS e softwares colaborativos. Você não compra mais um software e instala em seu computador, você usa sistemas de CRM, softwares de BPM, planilhas eletrônicas e editores de texto baseados na nuvem.

Da mesma forma, não faz sinal para chamar um táxi, nem telefona para fazer reservas de hotel ou pesquisar preços de passagem aérea.

A diferença é que a maioria das de empresas SaaS (Software as a Service, última tendência do mundo empresarial: aplicações online que pode usar sem ter de instalar no computador), não era assim antes da inovação acontecer. Elas souberam usar a inovação disruptiva a seu favor, talvez alertadas por um desses caras que decoram as “palavras do momento”, e em uma reunião de diretoria, gritou a todos pulmões: – Precisamos nos tornar SaaS! – Mas, nem sabia muito bem do que se tratava essa sigla.

Autor: Claudio Raza: Professor Universitário, inovador, gestor de novos negócios; mestrado em Comunicação/Administração e Educação; Pós em Gestão Estratégica de Pessoas para o Negócios.

*Postado Por: Claudio Raza

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