JUNTANDO OS CACOS, PEDAÇOS, RETALHOS E FRAGMENTOS

Ao longo da sua carreira, estudando a noite trabalhando durante o dia, as vezes não estudando para que um membro de sua família pudesse estudar, vencendo preconceitos que a sociedade lhe impõe, estás hoje no isolamento social, pensando e refletindo sobre tudo isso.

Acumulou alguns bens e dinheiro, que está gastando para sobreviver, adquiriu muito conhecimento na sua profissão que hoje não serve para muita coisa; está na melhor idade, onde era considerado experiente, respeitado, hoje é grupo de risco para a sociedade.

Tem sua empresa, negócio ou profissão, mas não tem quem lhe contrate ou compre seus produtos; parece ficção científica, mas é uma realidade que precisa ser repensado.

Montou-se duas castas, ou classes sociais; as que são contratadas pelo “Governo”, com garantia salarial e muitas vezes altíssimos salários e benefícios; e os que pagam tudo isso com seu trabalho e impostos; mas isso sempre existiu, desde que mundo é mundo, são oportunidades e decisões que se toma na vida.

Mas quem terá que juntar os cacos, pedaços, retalhos e fragmentos? São os que pagam tudo isso com o seu trabalho; as classes privilegiadas ou alto funcionalismo público, não estão nem aí; não mexem nos seus direitos e rendimentos fora da realidade do brasileiro; são os “intocáveis”.

O que terão que fazer os que pagam tudo isso?

  1. Os que tem negócio próprio, precisam se reatualizar, reaprender, mudar seu modo de pensar e agir, diversificar entre atendimento presencial e virtual, mais delivery, mais digital e deixar o analógico de lado.
  2. Os que ficaram desempregados com idade já fora dos padrões aceitos pela sociedade, montar um pequeno negócio próprio, as vezes na informalidade, mudar seu padrão de vida, infelizmente ficaram mais pobres e tudo vai começar do zero.
  3. Os que ficaram desempregados com idade ainda aceitos pelos padrões, aceitar novos desafios com salários mais baixos e nunca parar de estudar e se requalificar, você também foi rebaixado, aceite isso.
  4. Tudo foi nivelado por baixo, os produtos ficaram mais caros e de pouca qualidade, quem tem dinheiro continuará com seus privilégios, quem não tem procurará produtos mais baratos com melhor qualidade, e aí é onde surgem as oportunidades e novos negócios.
  5. Os negócios e serviços de bairros serão os mais procurados, seja mais observador do que consumidor, preste mais atenção nas pessoas e seus costumes de consumo, adapte-se a elas, crie novas formas de atendimento.
  6. Use mais o seu tempo ocioso e seu pequeno espaço físico para crescer, criar, pesquisar novos negócios e afazeres, sem depressão.
  7. Dispense o supérfluo e privilegie o essencial, em todos os aspectos, as vezes é necessário parar para pensar e repensar a vida, os negócios, o consumo, e a família.
  8. Não tenha vergonha de mudar e começar tudo de novo, você está vivo e isso é o que importa, não seja orgulho, isso hoje, nada vale.

Autor: Claudio Raza; sobrevivente. www.claudioraza.com.brc.raza@terra.com.br

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