MARKETING SUSTENTÁVEL: ESTUDO DE CASO EMPRESA PHILIPS DO BRASIL – Bruno Alves da Silva e Valquiria Vieira Figueiredo

UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO UNINOVE

MARKETING SUSTENTÁVEL: ESTUDO DE CASO EMPRESA PHILIPS DO BRASIL

BRUNO ALVES DA SILVA
VALQUÍRIA VIEIRA FIGUEIREDO

SÃO PAULO
2012

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Universidade Nove de Julho – UNINOVE, como requisito parcial para obtenção do grau de Bacharel em Administração.

Prof. Ms. Delmário Ferreira Lima – Orientador

Dedicamos este trabalho a nossa família e amigos que contribuíram para nossa jornada acadêmica

AGRADECIMENTOS
Agradecemos primeiramente a Deus, que nos concedeu a vida, saúde e sabedoria para que pudéssemos desenvolver o trabalho, e aos nossos familiares que foram companheiros, compreensivos, e nos deram força para seguir em frente.
Seria injusto agradecer apenas algumas pessoas que contribuíram ao longo desses meses com o desenvolvimento do trabalho, concluímos que o mais correto seria agradecer à todos que nos ajudaram a chegar até aqui e vivenciarmos esse momento , pessoas que em ocasiões difíceis foram o suporte e o alicerce entre nós e o sucesso. Muitas pessoas passaram em nossas vidas nesses quase 4 anos, muitas já seguiram seus caminhos, enquanto outras continuam ao nosso lado e se tornaram extremamente marcantes que ganharam, sinônimos de irmãos, por isso, gostaríamos de agradecer em especial Emanuel Mafra, Felipe Fiori, Karine Rodrigues e Marcos Adriano, pela amizade, companheirismo, risadas, brigas, conhecimentos, conselhos e por estarem sempre ao nosso lado em todos os momentos e por nos ajudar a superar os obstáculos com o sorrisos nos rostos.
Por fim, não poderíamos deixar de agradecer também as pessoas que contribuíram com dados, informações e materiais para obtermos o sucesso no projeto. Muito obrigado Ligia Kawata, Helena Mourinõ e Diego Sampaio, vocês foram fundamentais, muito obrigado!

¨O objetivo do sistema de marketing não deveria ser maximizar o consumo, a escolha do consumidor, ou sua satisfação. O objetivo do sistema de marketing deveria ser maximizar a qualidade de vida. E “qualidade de vida” significa não apenas a quantidade de bens e serviços de consumos, mas também a qualidade do meio ambiente¨. Philip Kotler.

RESUMO
O meio ambiente é um dos principais temas discutidos em todo planeta. O problema que foi exposto no século passado, hoje é um dos principais fatores que movimentam o mercado global. Investir em sustentabilidade significa para as empresas obter sucesso à médio e longo prazo, contribuir com a preservação do meio ambiente e desenvolvimento da sociedade. Em meio a um mercado extremamente competitivo. O “marketing verde” surge como uma ferramenta que pode viabilizar o consumo consciente dos clientes, expandir métodos de reciclagem, produção limpa e logística reversa, gerando lucratividade para as empresas. Esta pesquisa mostra as organizações como a sustentabilidade e a gestão ambiental podem ser exercidas e aplicadas no planejamento estratégico empresarial. O objetivo é mostrar que ações através do marketing sustentável podem agregar valores a marca, aumento da rentabilidade, conquista e fidelização de clientes. Foram utilizados materiais referentes ao assunto e um estudo de caso sobre a empresa Philips do Brasil, que foi uma das pioneiras na execução de projetos sustentáveis e que produz produtos verdes pensando em seus clientes como atuantes ativos na sociedade.
PALAVRAS CHAVES: Marketing Sustentável, Desenvolvimento, Lucratividade.

ABSTRACT
The environment is one of the main themes discussed throughout the planet. The problem was exposed in the last century, is today one of the main factors that drive the global market. Investing in sustainability means for companies to succeed in the medium and long term, contribute to environmental preservation and development of society. In the midst of an extremely competitive market, “green marketing” emerges as a tool that can facilitate consumer awareness of customers, expanding methods of recycling, clean production and reverse logistics. This research shows organizations such as sustainability and environmental management can be exercised and enforced in corporate strategic planning. The aim is to show that sustainable actions through marketing the brand can add value, increase profitability, achievement and customer loyalty. Materials were used for the subject and a case study on the Philips company of Brazil, who was a pioneer in the implementation of green building and green products that produces thinking of their customers as active assets in society.
KEYWORDS: Profitability, development, Sustainable Market

SUMÁRIO DE ILUSTRAÇÕES
FIGURA 1: 4P’S……………………………………………………………………………………………21
FIGURA 2: UNIDADES DO GRUPO PHILIPS…………………………………………………..30
FIGURA 5.1: MODELO DE QUESTIONÁRIO……………………………………………………36
FIGURA 5.1.2: TABULAÇÃO DO QUESTIONÁRIO DE PESQUISA DE CAMPO….37
FIGURA 5.1.3: SEGUNDA ETAPA DA TABULAÇÃO DO QUESTIONÁRIO DE PESQUISA DE CAMPO…………………………………………………………………………………38
GRAFICO 4.1: INVESTIMENTO DA PHILIPS EM SUSTENTABILIDADE…………….32
GRÁFICO 5.1: REPRESENTAÇÃO GRÁFICA QUESTÃO 1………………………………38
GRÁFICO 5.2: REPRESENTAÇÃO GRÁFICA QUESTÃO 2………………………………39
GRÁFICO 5.3: REPRESENTAÇÃO GRÁFICA QUESTÃO 3………………………………39
GRÁFICO 5.4: REPRESENTAÇÃO GRÁFICA QUESTÃO 4………………………………40
GRÁFICO 5.5: REPRESENTAÇÃO GRÁFICA QUESTÃO 5………………………………40
GRÁFICO 5.6: REPRESENTAÇÃO GRÁFICA QUESTÃO 6………………………………41
GRÁFICO 5.7: REPRESENTAÇÃO GRÁFICA QUESTÃO 7………………………………41
GRÁFICO 5.8: REPRESENTAÇÃO GRÁFICA QUESTÃO 8………………………………42
GRÁFICO 5.9: REPRESENTAÇÃO GRÁFICA QUESTÃO 9………………………………42
GRÁFICO 5.10: REPRESENTAÇÃO GRÁFICA QUESTÃO 10…………………………..43
GRÁFICO 5.11: REPRESENTAÇÃO GRÁFICA QUESTÃO 11…………………………..43
GRÁFICO 5.12: REPRESENTAÇÃO GRÁFICA QUESTÃO 12…………………………..44
GRÁFICO 5.13: REPRESENTAÇÃO GRÁFICA QUESTÃO 13…………………………..45

SUMÁRIO
INTRODUÇÃO……………………………………………………………………………………………..13
1. TEMA……………………………………………………………………………………………………….14
1.2. DELIMITAÇÃO DO TEMA………………………………………………………………………..14
1.3. JUSTIFICATIVA……………………………………………………………………………………..15
1.4. PROBLEMA DE PESQUISA…………………………………………………………………….16
1.5. OBJETIVOS…………………………………………………………………………………………..17
1.6. HOPÉTESES………………………………………………………………………………………….18
1.7 METODOLOGIA………………………………………………………………………………………19
1° CAPÍTULO……………………………………………………………………………………………….21
2. A HISTÓRIA DO MARKETING……………………………………………………………………21
2.1 MARKETING…………………………………………………………………………………………..23
2° CAPÍTULO………………………………………………………………………………..26
3. MARKETING SUSTENTÁVEL……………………………………………………….….26
3° CAPÍTULO…………………………………………………………………………….…..29
4. ESTUDO DE CASO DA EMPRESA PHILIPS DO BRASIL…………………..………29
4.1. APRESENTAÇÕ DA EMPRESA……………………………………………………………….29
4.2 OS SETE VALORES ESTRATÉGICOS DA PHIIPS……………………………………..32
4.3. AÇÕES DE SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL…………………………………………32
4.4. DESENVOLVIMENTO DE PRODUTOS TECNOLÓGICOS………………………….33
4.5. BENEFÍCIOS GERADOS PELA SUSTENTABILIDADE……………………………….34
5. PESQUISA DE CAMPO……………………………………………………………………………..36
CONCLUSÃO DA PESQUISA DE CAMPO……………………………………………………..45
CONCLUSÃO……………………………………………………………………………………………….46
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS…………………………………………………………………47
REFERÊNCIAS ELETRÔNICAS……………………………………………………………………..48
INTRODUÇÃO
O meio ambiente tem sido tema de discussão nas três ultimas décadas. A preocupação passou a ser tornar de extrema importância na vida das pessoas e no dia a dia de empresas à medida que os recursos naturais vêm se tornando escassos devido a grandes ações humanas sobre o meio ambiente.
A evolução humana implica necessariamente na transformação do meio ambiente, em outras palavras, a Globalização faz com que os efeitos causados pelas intervenções do homem no meio ambiente sejam intensificados a cada dia. Problemas como efeito a emissão de gases do efeito estufa (GEE) e aquecimento global, são discutidos através de várias reuniões e tratados como a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (CQNUMC) criado na década de 1990 e que foi firmado por quase todos os países do mundo e que tem o objetivo da estabilização e da concentração de gases do efeito estufa na atmosfera.
Inicialmente o tratado não fixou, pois propunha limites para emissões de gases para evitar o efeito estufa e segundo diversos países como China e Estados Unidos (principal emissor de gases, com um índice de cerca de 24% do total mundial), não dispunha de disposições coercitivas e incluia disposições para atualizações ( Chamados “Protocolos “) que deveriam criar limites obrigatórios de emissões. O principal é o Protocolo de Quioto, que se contou mais conhecido do que a própria CQNUMC. Outro grande marco foi a Conferência das Nações Unidas Sobre o Meio Ambiente (CNUMAD /ECO-92)realizada no Rio de Janeiro no ano de 1992, que consagrou o conceito de desenvolvimento sustentável e que contribui para a maior conscientização de que os danos ao meio ambiente é de grande responsabilidade dos países desenvolvidos.
Atualmente, é comum encontrar trabalhos científicos que tratam de temas como produção de lixo, poluição e aumento da temperatura da atmosfera, porém, poucos deles saem da esfera ambiental para tratar das ações que as empresas devem ter diante desse impasse.

1.TEMA
Marketing Sustentável
1.2. DELIMITAÇÃO DO TEMA
MARCONI, Marina de Andrade.LAKATOS, Eva Maria (2008, pag.220)
Dotado necessariamente de um sujeito e de um objeto, o tema passa por um processo de especificação. O processo de delimitação do tema só é dado por concluído quando se faz a sua limitação geográfica e espacial, com vistas na realização da pesquisa. Muitas vezes as verbas disponíveis determinam uma limitação maior do que o desejado pelo coordenador, mas, se se pretende um trabalho cientifico, é preferível o aprofundamento à extensão.
Para CERVO, BERVIAN e Da SILVA (2007, pag. 74) Delimitar o tema é selecionar o tópico ou parte a ser focalizada. Para facilitar essa operação, pode-se recorrer, por um lado, à divisão do tema em suas partes constitutivas e, por outro, à definição dos termos.
FACHIN (2005, pag. 115)
A delimitação envolve do aspecto do tempo e do espaço. A delimitação do universo torna-se mais evidente a partir da escolha do assunto. Muitas vezes, antes da escolha do assunto, desde o momento inicial da decisão de realizar da investigação. Já se tem uma idéia geral do universo da pesquisa, isto é, do conjunto sobre cujo atributos vão incidir Na investigações e, por isso, se transformarão.”
De acordo com os conceitos citados acima, delimitamos o nosso tema em: O Marketing Sustentável da empresa Philips do Brasil.

1.3. JUSTIFICATIVA
MARCONI, Marina de Andrade. LAKATOS, Eva Maria. (2008, pag.221)
É o único item do projeto que apresenta respostas à por quê? De suma importância, geralmente é o elemento que contribui mais diretamente na aceitação da pesquisa pelas pessoas ou entidades que vão financiá-las. Consiste numa exposição sucinta, porém, completa, das razões de ordem teórica e dos motivos de ordem prática que tornam importante a realização da pesquisa.
FACHIN, Odília. (2005, pag.114)
Na justificativa, faz-se uma narração sucinta, porém, completa, dos aspectos de ordem teórica e prática necessários para a realização da pesquisa. Devem ficar clara as raízes da preferência pela escolha do assunto e sua importância em relação a outros. Quando as etapas antecedentes forem bem focalizadas e logicamente ordenadas, a justificativa torna-se uma atividade simples.
Ela envolve aspectos de ordem teórica, quando se faz uma reflexão crítica, e aspectos de ordem pessoal, que englobam o interesse e a finalidade da pesquisa. É uma fase que leva o pesquisador a repensar a escolha do assunto e a razão da sua escolha.
KOCHE, José Carlos, 1988 pag. 69)
A justificativa destaca a importância do tema abordado, levando-se em consideração o estágio atual da ciência, as sua divergências ou a contribuição que se pretende proporcionar ao pesquisar o problema abordado.
Baseados nos argumentos dos autores acima, nossa justifica é que o Marketing sustentável é uma das principais estratégias usadas para obter uma maior e melhor aceitação no mercado e consequentemente o aumento na lucratividade das organizações. Em meio a um mercado extremamente competitivo, quaisquer iniciativas sociais e ambientais se tornam um diferencial e geram grande repercussão no âmbito empresarial e social. Por esses motivos, nós como clientes e futuros Administradores de empresas estamos voltando nossas atenções para este tema que irá contribuir para nossa vida pessoal, e o mais importante, agregará valores e conhecimento em nossa bagagem profissional e acadêmica e também por ser um tema que a dupla gostou.

1.4. PROBLEMA DE PESQUISA
CERVO, BERVIAN e Da SILVA(2007, pag. 75)
A primeira etapa da pesquisa é a formulação do problema, que pode ser na forma de formulação de perguntas. Enquanto o tema permanecer apenas no nível do discurso, não se terá iniciado a investigação propriamente dita. O tema escolhido deve ser questionado, portanto, pela mente do pesquisador, que deve transformá-lo em problema de pesquisa, mediante seu esforço de reflexão, sua curiosidade ou talvez seu gênio. Descobrir os problemas que o tema envolve, identificar as dificuldades que ele sugere, formular perguntas ou levantar hipóteses significa abrir a porta através da qual o pesquisador pode penetrar no terreno do conhecimento científico. Deve-se redigir, de forma interrogativa, clara precisa e objetiva, a questão cuja solução viável possa ser alcançada pela pesquisa. O problema levantado deve expressar uma relação entre duas ou mais variáveis. A elaboração clara do problema é o fruto da revisão da literatura e da reflexão pessoal.
FACHIN (2005, pag.109),
Entende-se como problema uma questão sem solução, objeto de discussão e de muito estudo. É um fato, algo significativo que, a princípio, não possui respostas explicativas, pois a solução, a resposta ou explicação será dada por intermédio do desenvolvimento da pesquisa. O problema é uma das fases do projeto de pesquisa, oriundo da observação dos fatos – objetos – no contexto de uma particularidade do assunto. Normalmente, o pesquisador se depara com inúmeros problemas, por isso sua escolha deve ser criteriosa, pois é a partir de um deles que o pesquisador desenvolverá sua pesquisa científica.
MARCONI, Marina de Andrade.LAKATOS, Eva Maria. (2008,pag.161 )
Problema é uma dificuldade, teórica ou prática, no conhecimento de alguma coisa de real importância, para a qual se deve encontrar uma solução.
Definir um problema significa especificá-lo em detalhes precisos e exatos. Na formulação de um problema deve haver clareza, concisão e objetividade. A colocação clara do problema pode facilitar a construção da hipótese central.
O problema deve ser levantado, formulado, de preferência em forma interrogativa e delimitado com indicações das variáveis que intervêm no estudo de possíveis relações entre si.
Com base nas citações acima, iremos mostrar como as Organizações exercem o Marketing Sustentável e como isso impacta em seus resultados, imagem e relacionamentos com a sociedade.
1.5. OBJETIVOS
MARCONI, Marina de Andrade, LAKATOS, Eva Maria.(2008, pag. 220)
A especificação do objetivo de uma pesquisa responde às questões para quê? E para quem?
Está ligado a uma visão global e abrangente do tema. Relaciona-se com o conteúdo o intrínseco, quer dos fenômenos e eventos, quer das idéias estudadas. Vincula-se diretamente á própria significação da tese proposta pelo projeto. Apresenta um caráter mais concreto. Têm função intermediária e instrumental, permitindo, de um lado, atingir o objetivo geral e, de outro, aplicá-lo a situações particulares.
Os objetivos que se têm em vista definem, muitas vezes, a natureza do trabalho, o tipo de problema a ser selecionado, o material a coletar etc.
CERVO, Amado Luiz, BERVIAN, Pedro Alcino, DA SILVA, Roberto. (200, pag.75 )
Quanto à sua natureza, os objetivos podem ser intrínsecos, quando se referem aos problemas que se quer resolver, ou extrínsecos, tais como dever de aula, solicitação de interessados, trabalhos finais dos cursos de formação, resolução de problemas pessoais, produção de algo original. Eles também podem ser definidos como objetivos gerais e específicos:
Objetivos gerais: Procura-se determinar, com clareza e objetividade, o propósito do estudante com a realização da pesquisa.
Objetivos específicos: Definir os objetivos específicos significa aprofundar as intenções expressas nos objetivos gerais.
FACHIN (2005, pag. 113)
O objetivo é um fim a que o trabalho se propõe a atingir. A pesquisa científica atinge o seu objetivo se todas as suas fases, por mais difíceis e demoradas que sejam, forem vencidas e o pesquisador puder dar ao problema formulado.

Nesse sentido, este trabalho tem como tema o Marketing sustentável e objetivo de abordar, ainda que sem intenção de esgotar o tema, a integração das estratégias de gestão ambiental no planejamento estratégico das empresas.
Este projeto tem como objetivo específico, mostrar para os leitores como a “Marketing Verde” passou a ser um ponto decisivo para a superação das metas e alcance dos objetivos empresariais e organizacionais.
1.6. HIPÓTESES
CERVO, BERVIAN e Da SILVA (2007, pag. 77)
Em termos gerais, a hipótese consiste em supor conhecida a verdade ou explicação que se busca. Em linguagem cientifica, a hipótese equivale, habitualmente, à suposição verossímil, depois comprovável ou denegável pelos fatos, os quais hão de decidir, em última instância, sobre a verdade ou falsidade dos fatos que se pretende explicar. Ou então a hipótese pode ser a suposição de uma causa ou de uma lei destinada a explicar provisoriamente um fenômeno até que os fatos a venham contradizer ou ratificar.“
FACHIN (2005, pag. 114),
A formulação das hipóteses deve ser expressa de forma simples e compreensiva, passível de verificação ou de experimentação. Seu enunciado deve estar correlacionado com as variáveis independentes (fator conhecido, a causa), as variáveis dependentes (efeito, o que se quer medir, provar) e as variáveis intervenientes (Fator oculto na hipótese, ou seja, variáveis que não aparece na formulação da hipótese, porém, poderão valorizar, modificar ou eliminar a relação entre as variáveis independentes e dependentes). No decorrer da pesquisa pode acontecer de a variável independente tornar-se dependente ou inverso.
MEYERSON, Apud VITA, (1964. pag.122)
As hipóteses são alguma coisa mais que um andaime destinado a desaparecer quando o edifício (das ciências) estiver construído; têm um valor próprio e correspondem, certamente, a alguma coisa bem profunda e bastante essencial na própria natureza.

Com base na argumentação dos autores acima, nossa hipótese se fundamentada em de que maneira o Marketing Sustentável gera lucratividade para empresa e agrega valorização de sua marca.

1.7. METODOLOGIA
CERVO, BERVIAN e Da SILVA (2007, pag. 27)
Em seu sentido mais geral, método é a ordem que se deve impor aos diferentes processos para atingir um certo fim ou um resultado desejado. Nas ciências, entende-se por método o conjunto de processos empregados na investigação e na demonstração da verdade.
MARCONI, Marina de Andrade. LAKATOS, Eva Maria (2008, pag. 223),
A especificação da metodologia da pesquisa é a que abrange maior número de itens, pois responde, a um só tempo, às questões como?, com quê?, onde?,quanto?”.
FACHIN (2005, pag. 27).
O método é um instrumento de conhecimento que proporciona aos pesquisadores, em qualquer área de sua formação, orientação geral que facilita planejar um a pesquisa, formular hipóteses, coordenar investigações, realizar experiências e interpretar os resultados. Em sentido mais genérico, método, em pesquisas, seja qual for o tipo, é escolha de procedimentos sistemáticos para descrição e explicação do estudo. No desenrolar da pesquisa podem aparecer várias formas de métodos.
Conforme citado pelos autores acima, a Metodologia de nosso projeto seguirá o método dedutivo onde a argumentação torna explicitas verdades particulares contidas em verdades universais. Sendo assim, iremos utilizar os seguintes métodos de pesquisa:

1° CAPÍTULO
2. A HISTÓRIA DO MARKETING
Para KOTLER e KELLER. (2006 pág.4) “O Marketing envolve a identificação e a satisfação das necessidades humanas e sociais. Para defini-lo de uma maneira bem simples, o marketing sue as necessidades lucrativamente.”
O surgimento do marketing ocorreu de fato no século XIX, principalmente após a segunda guerra mundial, em meio a reconstrução dos países e suas economias, onde surgiram novos mercados a serem conquistado pelas organizações, com consumidores cada vez mais exigentes e imediatistas.
Segundo matéria publicada no site1 Comunicação e Tendências por Maria Alana Brinker, “O Marketing começou a ser estudado mais profundamente após a Revolução Industrial, já que ela estimulou a facilidade na produção de bens de consumo e, consequentemente, o crescimento da concorrência. Isso despertou a necessidade dos empresários de pensar em como atrair clientes, fazendo com que diferentes estratégias começassem a ser desenvolvidas para este fim.”
No início, as estratégias baseavam-se na intuição e na prática. Com o passar dos anos e do desenvolvimento das ciências humanas – principalmente da psicologia -, os estudos sobre o tema ganharam mais profundidade, e o desenvolvimento de novas técnicas para atrair clientes passou a ser baseado em pesquisas sobre o comportamento do consumidor (gostos, preferências, atitudes etc.) e de seu perfil (idade, sexo, nível socioeconômico, etnia etc.).
FIGURA 1: 4P’S

Fonte: www.comunicaçãoetendencias.com.br – Acesso em 11/04/2012
Em 1949, Neil Borden criou a Teoria de Borden, mais conhecida no Brasil como Mix de Marketing (combinação dos elementos variáveis que compõem as ações de Marketing). Jerome McCarthy, professor da Universidade de Michigan, aprimorou essa Teoria, resumindo-a em 4 grupos, conhecidos no mundo todo como Pilares do Marketing ou 4 Ps: Product (Produto), Price (Preço), Promotion (Promoção) e Place (Ponto de Venda).
A globalização e a popularização da Internet facilitaram o acesso a mais informações e a bens de consumo equivalentes e com preço mais acessível, estimulando outra preocupação: como fidelizar clientes? Agora, o desafio era agregar valores à marca e encantar o consumidor, fazendo-o identificar-se com ela e encontrar valores comuns aos seus na empresa. Mas, a instantaneidade com que as notícias chegam até nós e a quebra das barreiras geográficas proporcionadas pela facilidade de comunicação na Internet tornou o consumidor mais consciente dos seus direitos e dos deverem da empresa para com a sociedade e a natureza. Consequentemente ficamos mais exigente e as empresas precisaram se preocupar com investimentos em ações de responsabilidade social – para o público interno e externo – e rever suas políticas de sustentabilidade para preservar ou construir uma boa imagem.
As modificações no comportamento do consumidor, bem como na sua rotina e nas relações interpessoais estimularam os teóricos da mercadologia a segmentarem o Marketing, a fim de tentarem atingir o público-alvo com mais eficácia. Dessa forma, iniciou-se uma sequência de desdobramentos que parece interminável, já que a cada dia somos surpreendidos por um novo termo dessa área.

2.1 MARKETING
KOTLER e ARMSTRONG,(1999, pág. 5)
Marketing significa trabalhar com mercados para conseguir trocas com o propósito de satisfazer necessidades e desejos humanos. Assim, retornamos a nossa definição de marketing como o processo pelo qual indivíduos e grupos obtêm o que precisam e desejam através da troca de produtos e valores.
Processos de troca envolvem trabalho. Os vendedores devem procurar compradores, identificar suas necessidades, planejar ou desenvolver bons produtos, promovê-los, armazená-los, entregá-los e definir seus preços. Atividades como desenvolvimento de produtos, pesquisa, comunicação, distribuição, preços e serviços, são as atividades centrais do marketing.
Embora pensemos normalmente em marketing como algo desenvolvido somente por vendedores, os compradores também trabalham com atividades de marketing. Os consumidores fazem “marketing” quando procuram os bens que necessitam a preços que possam pagar. Compradores institucionais fazem “marketing” quando localizam vendedores e negociam por boas condições. Um mercado vendedor é aquele em que os vendedores têm mais poder e os compradores dependem mais do marketing. Em um mercado comprador, os compradores têm mais força e os vendedores necessitam se utilizar do marketing em um mercado comprador.
COBRA, (2009 pág. 3)
A essência do marketing é um estado da mente. Em marketing os profissionais de negócios adotam o ponto de vista do consumidor. E essas decisões são apoiadas com base no que o cliente necessita e deseja.
KOTLER e KELLER (2006 pág.2)
O Marketing está por toda parte. Formal ou informalmente, pessoas e organizações envolvem-se em um grande número de atividades que poderiam ser chamadas de marketing. O bom marketing tem se tornado um ingrediente cada vez mais indispensável para o sucesso nos negócios. E o marketing afeta profundamente nossa vida cotidiana. Ele esta em tudo o que fazemos, das roupas que vestimos aos sites em que clicamos, passando pelos anúncios que vemos.

De acordo com BENNETT (1995 pag.166)
Marketing é o processo de planejar e executar a concepção, estabelecimento de preços, promoção e distribuição de idéias, produtos e serviços a fim de criar trocas que satisfaçam metas individuais e organizacionais. A essência do Marketing é o desenvolvimento de trocas em que organizações e clientes participam voluntariamente de transações destinadas a trazer benefícios para ambos. Por exemplo, ao comprar um Chicabon, clientes e empresa recebem benefícios: os clientes por desfrutarem do sorvete e a Kibon pelo dinheiro ganho.
Segundo KOTLER (1998, pag.27)
Marketing é um processo social e gerencial pelo qual indivíduos e grupos obtêm o que necessitam e desejam através da criação, oferta e troca de produtos de valor com outros.
Esta definição de Marketing baseia-se nos seguintes conceitos centrais: necessidades, desejos e demandas; produtos (bens, serviços, e idéias); valor, custo e satisfação; troca e transações; relacionamento e redes; mercados; e empresas e consumidores potenciais.
GILBERT A. CHUCRCHILL, Jr. J. Paul Peter (2010, pág.4)
O processo de planejar e executar a concepção, estabelecimentos de preços, promoção e distribuição de idéias, bens e serviços a fim de criar trocas que satisfaçam metas individuais e organizacionais.
Apesar de possuir diversas definições de variados autores, o marketing em si contém conceitos essenciais que são encontrados em todas as obras, citações e colocações das pessoas que exercem ou estudam essa ferramenta. O marketing é dirigido para criar valores e satisfazer as necessidades e desejos da sociedade, ou seja, Marketing é obter e manter clientes. Usado para determinar quais produtos poderão interessar aos consumidores e assim usar a estratégia correta para a execução de compra e venda.
Para uma tomada de decisão assertiva em torno do marketing é necessário determinar em qual situação se encontra seu público alvo, se há uma necessidade humana, como alimento, roupas, segurança e etc., se há desejos que vão além da necessidade ou demandas, que são voltadas para questão material, consumista das pessoas.
O que o consumidor de fato quer, é determinante, por isso a importância de saber qual é o produto, oferta e/ou solução que irá satisfazê-lo. É importante ressaltar que o valor, custo e satisfação envolvidos nesse determinado produto, coloca em jogo sua aceitação e procura. Para um produto fazer sucesso não basta ser bom, é preciso ter um agregado onde a qualidade e o custo estão em um mesmo parâmetro.
Após o cliente definir o produto desejado e criar expectativas em torno do mesmo, surge outra questão de suma relevância, a questão da troca. A princípio parece um termo ultrapassado, más é o que fazemos ao comprarmos algo em um supermercado, por exemplo, damos nosso dinheiro em troca do item que necessitamos, há ai uma relação entre duas partes, onde cada um tem algo que interessa ao outro, com a capacidade de expressar-se e a liberdade de aceitar ou não o que lhe é proposto.
No marketing também há necessidade de se estabelecer uma relação de satisfação com seus clientes, fornecedores, e distribuidores, o chamado Marketing de Relacionamento. Essa ligação direta com as partes-chaves do negócio trará a longo prazo, preferências no negócio, estabelecendo uma fidelidade na medida em que suas ações sejam transparentes e transmitam confiabilidade e qualidade. O objetivo do Marketing de Relacionamento é a construção do marketing de rede, que é a ligação da empresa com seus stakeholders. Com uma rede de marketing bem estabelecida a lucratividade é garantida.
O mercado é uma consequência do que ocorre na troca, onde vendedores e os consumidores se unem determinados a suprir suas necessidades e desejos. Ele determina quem são seus clientes, a quantidade de demanda e a concorrência que existe em torno de um produto.
O profissional de Marketing precisa ter uma visão global de mercado e saber exatamente quem são seus clientes e suas expectativas, para assim, traçar estratégias inovadoras para que haja a conquista, satisfação e fidelização dos mesmos, uma vez que, a disputa por clientes está cada vez mais acirrada. O que define o sucesso de uma ação de marketing são as táticas usadas com base nas ameaças e oportunidade existentes no macro ambiente da organização visando a satisfação total não somente de seus clientes, mas da sociedade como um todo

2° CAPÍTULO
3. MARKETING SUSTENTÁVEL
KOTLER e ARMSTRONG (1999, pág. 433)
O objetivo do sistema de marketing não deveria ser maximizar o consumo, a escolha do consumidor, ou sua satisfação. O objetivo do sistema de marketing deveria ser maximizar a qualidade de vida. E “qualidade de vida” significa não apenas a quantidade de bens e serviços de consumos, mas também a qualidade do meio ambiente. Ainda de acordo com KOTLER e ARMSTRONG(pág. 436) O princípio de marketing social, ocorre quando uma empresa esclarecida toma decisões de marketing considerando os desejos dos clientes, os requerimentos da empresa, os interesses dos clientes a longo prazo, e os interesses da sociedade a longo prazo.
KOTLER (1998, pag. 150)
Os profissionais de Marketing precisam estar mais conscientes das ameaças e oportunidades associadas a quatro tendências de ambiente natural: escassez de matérias- primas, níveis crescentes de poluição e papel dos governos em relação a proteção ambiental.
Escassez de Matéria- Prima: Os recursos naturais da Terra são infinitos, renováveis e não renováveis. Os recursos infinitos, como ar e a água, não enfrentam nenhum problema imediato, embora alguns grupos vêem perigo a longo prazo. Grupos ambientais têm praticado Lobby para a proibição de certos propelentes usados em recipientes de aerosóis devido a seu potencial de destruição da camada de ozônio. A escassez e a poluição da água já são problemas em algumas partes do mundo.
Os recursos renováveis como florestas e plantações de alimentos, devem ser sabiamente usados. As empresas florestais são obrigadas a reflorestar áreas devastadas para proteger o solo e assegurar madeira suficiente para atender à demanda futura. O suprimento de alimentos pode tornar-se problemático, uma vez que a extensão das terras aráveis permanece relativamente fixa a as éreas urbanas estão constantemente invadindo as éreas rurais.
Os recursos não renováveis, como petróleo, carvão, platina, zinco, prata apresentarão sérios problemas com a proximidade de sua extinção. As empresas que fabricam produtos dependentes desses minerais cada vez mais escassos enfrentam aumentos de custos substanciais.
Níveis Crescentes de Poluição: Inevitavelmente alguma atividade industrial destruirá a qualidade do ambiente natural. Consideremos os perigosos níveis de mercúrio no oceano, a quantidade de DDT e outros poluentes químicos no solo e nos alimentos e o lixo formado por garrafas, plástico e outros materiais de embalagem não biodegradáveis.
A pesquisa mostra que 42% dos consumidores norte- americanos estão dispostos a pagar mais por produtos “verdes”. Essa disposição gera uma oportunidade de marketing para as empresas inteligentes.
Mudança no Papel dos Governos em Relação à Proteção Ambiental: Os governos variam em termos de preocupação e esforços no sentido de promover um meio ambiente limpo. Por exemplo, o governo Alemão é rigoroso em seu trabalho de qualidade ambiental, em parte devido ao forte movimento em defesa do verde e em função da devastação ecológica encontrada na antiga Alemanha Oriental. A maior esperança é que as empresas em todo o mundo estão assumindo maior responsabilidade social e encontrando dispositivos mais baratos para controlar e reduzir a poluição.
As empresas estão tendo uma visão cada vez mais holística para as tendências de mercado, e isso engloba com bastante ênfase a questão do Marketing Social ou Marketing Verde. Qualquer que seja a denominação dada, essa está voltada para as ameaças e oportunidades que se pode haver em relação ao ambiente natural que envolve a escassez de matéria- prima, poluição, desmatamento, energia de custo crescente e suas consequências.
Em um mercado onde os consumidores estão cada vez mais exigentes e preocupadas com o futuro das próximas gerações, as organizações precisam estar atentas as estratégias usadas para manter-se competitiva em um mercado onde as empresas mais inteligentes estão investindo em medidas como: ações sociais, tratamento e reutilização de água, reaproveitamento de matéria prima, reciclagem, e outros meios de baratear a produção e poupar a agressão ao meio ambiente.
Preocupadas em satisfazer as exigências de seu público alvo, as organizações precisam manter suas pesquisas de campo atualizadas para saber quanto seus clientes estão dispostos a pagar por um produto “verde” para assim poder ter uma dimensão do quanto poderá e deverá investir para mantê-los satisfeitos e ao mesmo tempo contribuir para valorização de sua marca.
Após breve histórico na parte teórica sobre as questões ambientais, sustentabilidade e marketing verde.
O próximo capitulo irá apresentar a empresa Philips, estudo de caso neste trabalho, como ela trabalha a questão da sustentabilidade e responsabilidade social, e como desenvolve seus produtos frente às questões do meio ambiente.

3° CAPÍTULO
4. ESTUDO DE CASO PHILIPS
Este capítulo é destinado a Pesquisa junto a empresa Philips do Brasil que será utilizada como estudo de caso. Em primeiro lugar faremos uma breve apresentação da empresa, assim como suas atividades no território nacional. Serão abordadas ainda algumas iniciativas globais de sustentabilidade adotadas pelo grupo, entretanto, o foco deste trabalho é o conjunto de práticas sustentáveis realizadas pela Philips dentro do Brasil. Cabe salientar que serão analisadas apenas as práticas voltadas à sustentabilidade ambiental e os benefícios que são gerados a sociedade e a imagem da empresa quando a organização em questão pensa no consumidor como um membro atuante na sociedade.
Todos os materiais abaixo foram tirados através de relatórios exibidos em sua pagina de sustentabilidade na internet¹.
4.1. APRESENTAÇÃO DA EMPRESA
Fundada em Eindhoven (Holanda) em 1891 pelos irmãos Anton e Gerard Philips, a Royal Philips Eletronics começou suas atividades produzindo lâmpadas de filamento de carbono. As atividades da Philips tiveram início na América Latina em 1924, no Brasil. Posteriormente foram inauguradas unidades em outros países da América Latina.
Missão: Melhorar a qualidade de vida das pessoas por meio do lançamento oportuno de inovações significativas.
Visão: Em um mundo onde a complexidade está cada vez mais presente em todos os aspectos de nossa vida diária, nós seremos líderes em levar sense and simplicity para as pessoas.
Valores: Encantar os consumidores, cumprir os nossos compromissos, desenvolver nossos funcionários e estimular a interdependência.

FIGURA 2: Unidades do Grupo Philips na América Latina

Fonte: http://www.sustentabilidade.philips.com.br/ – acesso em 05/12/2011.

Desenvolvimento sustentável para a Philips é um imperativo – não é algo mais interessante a se fazer, mas necessário. Há mais de 30 anos, a empresa vem incorporando a responsabilidade ambiental em sua estratégia de desenvolvimento de produtos e processos, de modo cada vez mais determinante..
A Philips sabe que seus consumidores estão buscando uma qualidade de vida melhor para si mesmo e para aqueles que estão ao seu lado. E também estão buscando cada vez mais uma qualidade de vida melhor para a sociedade como um todo e, em particular, para o meio ambiente.
Com o compromisso em longo prazo de reduzir o impacto de seus produtos no ambiente, permitem que os consumidores façam escolhas responsáveis e simples sobre os produtos que compram e o seu impacto antes, durante e no fim de seu ciclo de vida.
Para ser realmente sustentável, deve-se entender e interagir com a sociedade, perceber o que acontece em sua volta e harmonizar essas demandas com sua estratégia de atuação. Trata-se não só de notar os problemas do seu tempo, mas de buscar soluções. É por isso que a sustentabilidade, para a Philips, é vista como um mundo de oportunidades. Não apenas de crescimento em novos mercados, mas de alinhamento dessa capacidade de empreender com as necessidades reais das pessoas, trazendo sentido para os produtos e, por que não, para a própria existência.
A educação para a sustentabilidade é, portanto, o carro-chefe da empresa, na agenda para a América Latina. Hoje, a Philips possui um posicionamento de sustentabilidade reconhecido na região, a partir do foco na eficiência energética e nos cuidados com a saúde. Logo, pode a Philips ouvir por todos os que estão em sua volta. Ao mesmo tempo em que trabalham para educar seus funcionários, fornecedores e parceiros, também contribuem com a formação de consumidores mais conscientes, que valorizem o desenvolvimento de produtos verdes. Frutos de 37 grandes investimentos em inovação, esses produtos não se resumem ao menor consumo de energia, mas também, reúnem avanços em ecoeficiência dos pontos de vista da embalagem, peso, durabilidade, eliminação de substâncias tóxicas e uso de materiais recicláveis, entre outras características.
Desenvolver produtos que causem o menor impacto possível ao meio ambiente é à base do seu princípio de negócio sustentável, seja pela diminuição de seu peso, menor uso de substâncias tóxicas, consumo de energia reduzido, reciclagem e descarte de embalagens, ou por acreditar que a prevenção ainda é a melhor solução.

4.2. OS SETE VALORES ESTRATÉGICOS DA PHILIPS
1) Ser uma empresa com foco nas pessoas, organizada em torno dos consumidores e do mercado;
2) Investir em uma marca forte e alinhar seus serviços e produtos ao compromisso sense and simplicity, contido em suas ações;
3) Inovar ao investir em competência global sobre as aspirações de consumidores, em tecnologia, em design em redes de bons fornecedores;
4) Desenvolver liderança talentos e compromisso no sentido de criar benchmarks de alta performace;
5) Investir em alto crescimento, negócios lucrativos e mercados emergentes para atingir a liderança;
6) Ter compromisso com a sustentabilidade e foco em construir a diferença no que diz respeito à eficiência energética;
7) Excelência operacional e alta qualidade permitem fazer investimentos estratégicos em negócio.
4.3. AÇÕES DE SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL
Segundo informações disponibilizadas pela organização, cerca de 3,5% de sua receita anual são aplicados em práticas de sustentabilidade. O gráfico abaixo ilustra a divisão de investimento de verba em itens voltados para sustentabilidade:

Gráfico 4.1: Investimento da Philips em Sustentabilidade em 2006

Fonte: http://www.sustentabilidade.philips.com.br/ – acesso em 05/12/2011

Em 2006 a empresa empregou no Brasil 35% de sua receita em práticas sustentáveis ambientais. Considerando que naquele ano a Philips brasileira apresentou um faturamento de cerca de 2.7 bilhões de reais (907 milhões de euros), R$ 33 milhões de reais foram destinados à adoção de práticas que promovam menor impacto e destruição ao ambiente, investimento em produtos com o “selo Verde”, ou seja, produtos que consomem menos energia e emitem menos dióxido de carbono na atmosfera, diminuindo sua contribuição para o aumento do efeito estufa e, consequentemente, para o aquecimento global.
Para atingir suas metas de sustentabilidade ambiental a Philips aloca seus investimentos na remodelagem de seus processos internos e no desenvolvimento de seus produtos. Uma de suas iniciativas recentes relativas aos seus processos foi à adoção de critérios mais rígidos em relação aos seus fornecedores.
A empresa iniciou um projeto chamado Programa Philips Ciclo Sustentável. Com esse projeto a empresa pretende usar a logística reversa para promover a reciclagem de seus aparelhos que antes seriam jogados no lixo e, consequentemente, poluiriam o ambiente. Em principio, o programa foi realizado apenas em Manaus, onde fica localizada sua fábrica de eletrônicos no território nacional, e após o sucesso, a empresa expandiu o projeto para outras filiais.
4.4. DESENVOLVIMENTO DE PRODUTOS TECNOLÓGICOS
A Philips divulga que seu objetivo é oferecer novidades reais, que beneficiem a sociedade e criem valor para a companhia e seus stakeholders. No que diz respeito aos benefícios para a sociedade, a empresa se compromete a investir em produtos que não agridam o ambiente e, com esse intuito, lançou o conceito de EcoDesign, ou seja, o design feito com consciência ambiental. Esse conceito engloba cinco pontos essenciais, os chamados pelo grupo de Green Focal Areas que norteiam a fabricação de produtos dessa linha: peso, uso de substâncias tóxicas, consumo de energia, reciclagem e descarte final, e embalagem. Existe ainda um sexto item, exclusivo para lâmpadas: tempo de vida útil.
Os Produtos Verdes criados pela Philips, fazem parte da família de produtos que seguem os critérios de EcoDesign, isto significa que o produto cumpre com sua responsabilidade pela preservação do meio ambiente, após passar por procedimentos de verificação. Apenas os produtos aprovados em pelo menos duas Green Focal Areas e que mostram um desempenho satisfatório quanto à duração de seu ciclo de vida são considerados Green Products. Todas as divisões de produto cumprem o compromisso de desenvolver no mínimo um Green Product por ano. Esse conjunto de metas foi definido no programa EcoVision.
Em 2004, foram lançados 21 produtos do gênero, como o Ultra-som Amigável-iU22, que é 22% mais leve que se antecessor e usa 82% menos mercúrio em sua composição, além de reduzir em 37% o consumo de energia, usar 20% menos embalagem e possuir 30% de seu peso total feito de material reciclável. Já em 2005, foram lançados no mercado mundial 50 produtos verdes – vários deles no Brasil.
A linha de aparelhos domésticos e cuidados pessoais – que inclui eletrodomésticos como centrífugas, batedeiras e liquidificadores – e de cuidados pessoais – depiladores, barbeadores e secadores de cabelo, por exemplo – destaca-se por utilizar embalagens feitas com material reciclado que são mais leves que de modelos concorrentes ou anteriores. Já os eletrônicos de consumo – televisores, reprodutores de imagem e som e computadores – consomem pelo menos 10% de energia a menos que seus concorrentes e versões anteriores.
Um exemplo de produto sustentável fabricado pela empresa é o televisor FlatTv 37PF320A. Esse aparelho tem 37 polegadas e consome 39% menos energia e 24% menos material para embalagem do que o similar concorrente.
4.5. BENEFÍCIOS GERADOS PELA SUSTENTABILIDADE
O programa EcoVision de desenvolvimento de produtos sustentáveis trouxeram os seguintes ganhos para a empresa:
• Redução de 2% do volume de embalagens, o que permitiu uma redução de custos, água e energia.
• Os produtos da linha EcoVision consomem cerca de 25% menos energia que seus similares concorrentes. Esse percentual está acima das metas estipuladas pela empresa (10%) e recomendadas pelo Greenpeace (20%). Internamente a empresa, por meio da remodelagem de seus processos, tornou a produção mais eficiente, o que acabou reduzindo seus custos. A empresa não divulga de quanto foi essa economia.
• Os resíduos provenientes da produção diminuíram 23%, atingindo a meta estipulada no projeto de 20%, devido à redução de custos e à melhoria dos processos de produção, principalmente na área de Iluminação, responsável por mais de 50% desse índice.
• O consumo de água diminuiu em 36% nas indústrias do grupo.
• A utilização de substâncias de uso restrito foi reduzida em expressivos 93% graças à utilização de elementos à base de água.
• O uso de substâncias como metais pesados foi reduzido em 94%.
• A emissão de substâncias como óxido de nitrogênio (Nox) e dióxido de enxofre (SO2) teve uma queda de 46%, devido ao uso de novas tecnologias empregadas no processo produtivo.

5. PESQUISA DE CAMPO
Para realização de nossa Pesquisa de Campo, utilizamos como instrumento de pesquisa a Escala de Likert.
Bruno Paro em matéria do publicada no site www.netquest.com.br,
A escala Likert é uma escala psicométrica das mais conhecidas e utilizada em pesquisa quantitativa, já que pretende registrar o nível de concordância ou discordância com uma declaração dada. Este é um exemplo de escala Likert que pretende medir a autoestima do empregado. Cada um dos itens é um ITEM LIKERT. A pontuação final da escala será a soma de todas as pontuações de cada item”.
Com base na escala de Likert, foi aplicado um questionário fechado com 13 questões para 100 (cem) funcionários da empresa Philips, que atuam nos departamentos de Sustentabilidade, Marketing, Financeiro e Departamento pessoal. Segue abaixo modelo do questionário que foi aplicado na empresa:
FIGURA 5.1: MODELO DE QUESTIONÁRIO

Fonte: Bruno Alves e Valquíria Figueiredo

FIGURA 5.1.2: Tabulação do questionário de Pesquisa de Campo

Fonte: Bruno Alves e Valquíria Figueiredo

FIGURA 5.1.3.: Segunda etapa da tabulação da Pesquisa de Campo.

Fonte: Bruno Alves e Valquíria Figueiredo
A seguir faremos a representação gráfica referente a tabulação do questionário acima:
Gráfico 5.1: Representação gráfica da tabulação questão 1

Fonte: Bruno Alves e Valquíria Figueiredo
Como mostra o gráfico 5.1, verifica-se que 100% dos funcionários na Philips do Brasil concordam que a empresa valoriza sua marca através do Marketing Social.
GRÁFICO 5.2: Representação gráfica da tabulação questão 2

Fonte: Bruno Alves e Valquíria Figueiredo
O Gráfico 5.2 ilustra que apenas 1% dos funcionários discorda que ao implantar Ações Sustentáveis a Philips do Brasil agrega valor a sua marca e obtém lucratividade. Todos colaboradores entrevistados concordam que a empresa passa a eles a importância dos produtos verdes e do quanto isso é importante para a Sociedade como um todo.
GRÁFICO 5.3: Representação gráfica da tabulação questão 3

Fonte: Bruno Alves e Valquíria Figueiredo
Conforme mostra o Gráfico 5.3, todos os funcionários entrevistados afirmaram que a empresa transmite a importância do uso de produtos que causam menor impacto ambiental.
GRÁFICO 5.4: Representação gráfica da tabulação questão 4

Fonte: Bruno Alves e Valquíria Figueiredo
Segundo a ilustração do gráfico 5.4 apenas 2% dos colaboradores não concordam que a implantação do Marketing Sustentável trouxe melhorias em seu cotidiano, 98% afirmam que houve melhoria em suas atividades diárias.
GRÁFICO 5.5: Representação gráfica da tabulação questão 5

Fonte: Bruno Alves e Valquíria Figueiredo
De acordo com os dados contidos no Gráfico 5.5 os colaboradores entrevistados 100% consideram importante trabalhar em uma empresa que se preocupa com o meio ambiente e com as gerações futuras.
GRÁFICO 5.6: Representação gráfica da tabulação questão 6

Fonte: Bruno Alves e Valquíria Figueiredo
De acordo com o Gráfico 5.6, e m relação à preocupação da Philips com seus funcionários, 100% concordam que a empresa prioriza seu bem- estar.
GRÁFICO 5.7: Representação gráfica da tabulação questão 7

Fonte: Bruno Alves e Valquíria Figueiredo
Conforme ilustra o Gráfico 5.7, 95% dos funcionários da Philips passaram a vê-la com mais credibilidade após a implantação do Marketing Sustentável.
GRÁFICO 5.8: Representação gráfica da tabulação questão 8

Fonte: Bruno Alves e Valquíria Figueiredo
Segundo as informações contidas no Gráfico 5.8, 92% dos entrevistados a empresa está preocupada com a qualidade de vida de seus colaboradores.
GRÁFICO 5.9: Representação gráfica da tabulação questão 9

Fonte: Bruno Alves e Valquíria Figueiredo
De com a ilustração do Gráfico 5.9, 25% dos funcionários a Remuneração e os Benefícios oferecidos pela Philips a eles não são compatíveis com sua função, e 75% concordam que há compatibilidade entre função e remuneração e benefícios.
GRÁFICO 5.10: Representação gráfica da tabulação questão 10

Fonte: Bruno Alves e Valquíria Figueiredo
Conforme mostra o Gráfico 5.10, 100%dos funcionários concordam que a Philips desenvolve diversos Projetos Sociais para que haja maior interação de seus funcionários com a Sociedade.
GRÁFICO 5.11: Representação gráfica da tabulação questão 11

Fonte: Bruno Alves e Valquíria Figueiredo
Segundo dados contidos no Gráfico 5.11 os colaboradores afirmam na pesquisa que a empresa valoriza seus talentos e que investe para retê-los.
GRÁFICO 5.12: Representação gráfica da tabulação questão 12

Fonte: Bruno Alves e Valquíria Figueiredo
Conforme ilustrado no Gráfico 5.12, 77% dos entrevistados afirmam que a empresa contribui através de cursos e treinamentos para seu desenvolvimento.

GRÁFICO 5.13: Representação gráfica da tabulação questão 13

Fonte: Bruno Alves e Valquíria Figueiredo
De acordo com s informações mostradas no Gráfico 5.13, todos os colaboradores da Philips do Brasil afirmaram que sentem orgulho de fazer parte de uma organização que valoriza seus funcionários e se preocupa com o meio ambiente, desenvolve produtos sustentáveis e é uma das lideres em seus ramos de atividade.
CONCLUSÃO DA PESQUISA DE CAMPO
Com base nos resultados da pesquisa, ficou evidente que a Philips possui uma ótima imagem perante os seus funcionários e que há interação com a sociedade, através de projetos sociais, o investimento em produtos verdes que causam menor impacto no meio ambiente e implantação de programas de qualidade de vida são os grandes responsáveis por toda sua equipe sentir orgulho em trabalhar na organização.

CONCLUSÃO
Através do conteúdo desse trabalho foi possível concluir que grandes empresas como a Philips do Brasil, estão investindo cada vez mais em ¨Marketing Verde¨ou Sustentabilidade. Tal investimento é primordial para o sucesso das organizações, uma vez que esse fator já não é mais um diferencial, mas quase uma obrigação para aqueles que querem e precisam valorizar cada mais sua marca e obter um contínuo crescimento de sua lucratividade.
A Pesquisa de Campo foi de suma relevância para conclusão de nosso trabalho, pois através dela foi possível identificar estatisticamente que os colaboradores da Philips estão satisfeitos em trabalhar em uma empresa ecologicamente sustentável e que a expõe a eles a importância de ser uma organização preocupada com o meio ambiente, que pratica a responsabilidade social , e se preocupa com as gerações futuras sem perder a qualidade em seus processos e serviços. Esses dados refletem na sociedade de forma favorável, e assim a organização vem conquistando e fidelizando seus clientes e consequentemente aumentando seu patrimônio líquido consideravelmente.
O fundamento para o sucesso de um Projeto de Responsabilidade Social, Marketing Sustentável ou Marketing Verde não está apenas em como ele deve ser aplicado, mas sim em levar para a empresa como um todo a real importância de se contribuir para um planeta mais limpo, sustentável, e atender com maestria as exigências de seus consumidores que estão cada vez mais preocupados com a maneira que os produtos estão sendo fabricados e se houve ou não medidas sustentáveis durante sua produção é vital , já que são eles que determinar o sucesso ou o fracasso da organização.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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FACHIN, Odília, Fundamentos da Metodologia, 4° Edição, São Paulo: Saraiva, 2005.
MARCONI, Marina de Andrade. LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos da Metodologia Científica, 6ª edição. São Paulo: Editora Atlas, 2008
VITA, Luis Washington, Introdução a Filosofia, 2°edição, São Paulo: Herder ,1964.
KOCHE, José Carlos. Fundamentos da Metodologia Cientifica, 6ª edição. Caxias do Sul: Educs, 1988
KOTLER, Philip e ARMSTRONG, Gary. Princípios do Marketing – 5ª edição – Rio de Janeiro: Prentice/hall do Brasil, 1999.
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KOTLER, Philip, e KELLER, Kevin Lane. Administração de Marketing – 12ª edição – São Paulo: Person Prentice Hall, 2006

REFERÊNCIAS ELETRÔNICAS
www.sustentabilidade.philips.com.br – Acesso em 05/12/2011
www.netquest.com.br – Acesso em 11/04/2012
www.comunicaçaoetendencias.com.br – Acesso em 11/04/2012

*Postado Por: Claudio Raza

Um Comentário to “MARKETING SUSTENTÁVEL: ESTUDO DE CASO EMPRESA PHILIPS DO BRASIL – Bruno Alves da Silva e Valquiria Vieira Figueiredo”

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    julho 2, 2012 at 1:26 pm Responder

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