MUDANÇAS CORPORATIVAS – Reinventar, criar e quebrar paradigmas

Foi-se o tempo em que se precisava apenas de um pouco de dinheiro e um bom “faro”, e o resto andava sozinho, tudo que produzia ou revendia era consumido. Ainda temos uma geração de empresários da antiga, que não aceita sugestões, acha que, o que fazia ou vem fazendo há 30 ou mais anos da mesma maneira é o correto, pode até ser, mas o mundo mudou, mais ainda nos últimos meses, onde os clientes estão mudando como também os consumidores; a concorrência é mais acirrada com ofertas de melhores produtos com preços inferiores e uma tecnologia avançada.

Não se administra mais à moda antiga, quem não se capacitar para os novos modelos pós pandemia de mercado, de tecnologias, de informações, de gestão de negócios, de gestão de pessoas, fazendo com que seus funcionários mais talentosos participem com sugestões e decisões, estará a cada dia perdendo terreno e bons funcionários para as empresas mais empreendedoras e inteligentes.

Lembrem-se, para um mercado mutável, idade não é experiência, use de sabedoria prática, ouça mais os técnicos e os entendidos do assunto, os que estão diretamente ligados com os clientes ou consumidores; pesquise sobre o que poderá a vir substituir seus produtos, quais as tendências de mercado, informe-se, pois nós estamos na era da informação, da criatividade, novas tecnologias e uma pandemia que mudou tudo a nossa volta.

A criatividade embora presente na maioria das pessoas precisa ser estimulada, motivada e induzida. As organizações têm a responsabilidade de treinar e exercitar esta criatividade para ter um grupo criativo; nem todas as organizações desempenham igualmente bem esse papel e nem todas se encontram dispostas a aceitar as conseqüências de ter pessoas criativas na sua organização.

A criatividade nas empresas é a ferramenta mais prática, adequada e barata para encontrarmos maneiras de fazer mais com menos, de reduzir custos, de simplificar processos e sistemas, de aumentar lucratividade, de encontrar novos usos para produtos, de utilizar melhor suas máquinas e equipamentos, de encontrar novos segmentos de mercado, de desenvolver novos produtos e outras inúmeras coisas mais.

Muitas empresas já se conscientizaram de que utilizar o potencial criativo de seus funcionários é mais adequado. O problema é que elas não sabem como organizar, como aproveitar todo este potencial criativo que está disponível. Isto é comprovado pela qualidade das ideias inesperadas que surgem de vez em quando. Por que então esperar as ideias “de vez em quando?” Por que não estimular a produção destas ideias no dia-a-dia?

Empresas que não tiveram medo, insegurança ou hesitação começaram a mudar e ver as coisas de outro ângulo para continuar no mercado; esse esforço em conjunto ou trabalho em equipe ou gestão estratégica ou inteligente, fez com que todos pudessem colaborar e servir hoje de modelo para outras empresas.

Neste contexto de intensas mudanças econômicas, tecnológicas e competitivas, muitas empresas precisam realizar mudanças radicais de estratégias, de estrutura, de organização, assim como de cultura, para que possam prosperar e por vez até sobreviver.

Muitos empresários ainda são resistentes às novas idéias, e novas maneiras de administrar seus negócios, não gostam que funcionários participem com suas sugestões de melhoria, não têm informações suficientes para ajudá-los a tomar decisões.

Uma pequena análise de sua empresa poderá ajudá-lo a identificar quais seus pontos fortes, seus pontos fracos, quais suas ameaças, e principalmente quais as suas oportunidades no mercado.

Comece fazendo pesquisas junto aos seus clientes, use seus vendedores para isso; levante primeiro quem são seus concorrentes, e quais os produtos ou serviços que estão oferecendo e a que preço, qual a qualidade e a embalagem; verifique quais são os pontos fortes e os pontos fracos, seus e os dos concorrentes.

  • Preço, prazo de entrega, qualidade dos produtos ou serviços, embalagem, meios de distribuição, localização, meios de divulgação dos produtos, e outros que julgar necessário.
  • Verifique as novas oportunidades ou possibilidades de produtos ou serviços ou mercado, como também as que ameaçam seus produtos ou mercado;
  • Para quem mais poderia vender o meu produto ou serviço;
  • Posso fazer um atendimento personalizado sem encarecer muito meu produto ou serviço;
  • Posso vender em quantidades e embalagens menores ou maiores;
  • Que produtos ou serviços podem estar oferecendo ao mercado, aproveitando melhor minhas máquinas, matérias primas e horas ociosas de produção ou aproveitando minha equipe de vendas;
  • Quais produtos que os concorrentes estão lançando que poderão afetar minhas vendas;
  • Quais os possíveis novos concorrentes que poderão entrar no mercado.

Reúna seus principais funcionários e peça sugestões de como melhorar os serviços internos, tais como:

  • Atendimento ao cliente
  • Melhoria na qualidade dos produtos ou serviços
  • Aproveitamento dos resíduos ou sucatas em novos produtos ou linha alternativa.
  • Controle dos estoques
  • Novos produtos ou serviços com aproveitamento das máquinas e equipamentos.
  • Plano de premiação para as sugestões aplicáveis

Após todas essas informações tabuladas e analisadas com seus principais colaboradores, monte um plano de ação, das mudanças e implementações com prazos de tempos definidos das ações e objetivos; divulgue-as claramente a todos os funcionários, que a partir daí serão seus parceiros, e monitore constantemente o andamento das ações planejadas para alcançar os objetivos traçados.

Empresas inteligentes já estão criando grupos de trabalho onde se juntam pessoas dotadas de muita fantasia com pessoas muito concretas, nesses grupos nasce a faísca ou a inspiração da criatividade e, ao invés de gênios criativos, teremos grupos criativos.

Para administrar sua empresa ou negócio já em operação, também terá que ter o mínimo de informações ou relatórios para se manter atualizado e tomar decisões mais corretas possíveis.

A falta de informações é o grande vilão nas empresas, mas não basta ter informações sem uma estrutura adequada e um método de avaliação para tomada de decisões.

Autor: Claudio Raza; consultor e gestor de negócios. www.claudioraza.com.br e c.raza@terra.com.br

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