NA MESMA TEMPESTADE DE ULISSES COM BARCOS DIFERENTES

O mar da humanidade, tem nos trazido diversas tempestades em momentos que achamos que já estamos em paz e segurança.

Já tivemos várias, que só ficaram nos livros, na história, nos filmes; mas agora estamos diante de mais uma e não sabemos como lidar ou não estamos preparados, confiamos demais nos nossos dirigentes.

Há semelhanças entre a pandemia de Gripe ocorrida nos anos 1918 e 1919 e a situação que estamos enfrentando atualmente, foi considerada uma das mais devastadoras e letais da história, alastrou-se por todas as regiões do planeta e deixou o maior número de infectados e mortos; ela matou 20 milhões de pessoas em todo o mundo (mas alguns estudiosos falam em 50 milhões de mortos), –

Esse novo vírus também está se alastrou por todas as regiões do planeta e está deixando igualmente um número muito grande de infectados e mortos. Assim como a Gripe Espanhola, o Coronavírus está causando pânico, paralização da vida cotidiana de boa parte do planeta, vem deixando transparecer antigos problemas sociais e de saúde pública. Esse novo vírus é facilmente transmissível, assim como a gripe, o que facilita sua rápida propagação.  

Apesar dos 102 anos que as separam, a Gripe Espanhola e o Coronavírus tem também em comum a dificuldade dos poderes públicos em lidar com a quantidade muito grande de óbitos, ao não conseguirem dar um destino rápido aos corpos das pessoas mortas e ao terem que realizar sepultamentos em covas coletivas, situações presentes há um século e que já são observadas novamente nos países mais afetados pela pandemia. – “Entrevista do hotsite Coronacrise, do IFCH, a graduada em História pela UFRGS e mestre em História pela PUCRS Gabrielle Werenicz Alves realiza a comparação entre a chamada Gripe Espanhola, dos fins da década de 1910, com a pandemia atual do novo coronavírus”.

A tempestade hoje é a mesma, mas não estamos todos no mesmo barco; alguns poucos têm iates seguros e luxuosos com estabilidade de navegação por satélites e outros recursos mais; a grande maioria, está em pequenos barcos ou mesmo com canoas e botes.

Outros, por terem um pouco mais de cultura e educação escolar, conseguem ler alguns manuais de navegação e sobrevivência em alto mar, evitando um naufrágio precoce.

 A grande maioria, que se acumula no pequeno barco inflável, está à mercê do “canto da sereia”, como do livro “A Odisseia de Homero”, que narra as aventuras de Ulisses durante 10 anos de ausência ao lar, que resiste à canção de encantar da “Sereia”, ao ter sido atado pelos membros da tripulação do seu navio, enquanto estes taparam os seus próprios ouvidos para evitarem ouvir a canção.

A “Sereia”, que é o poder econômico e político mundial, que está atuante no nosso país, aproveita-se da instabilidade do mar e da tempestade para lançar seus cantos e encantos do socialismo, para aqueles que não taparam seus ouvidos e estão sendo jogados de cá para lá, como as ondas do mar.

Está na hora de separar o joio do trigo, tire a trava do seu olho antes que seja tarde demais e seu barco acabe arrebentado nas pedras.

Autor: Claudio Raza, um professor sem alunos presenciais; só virtuais. – c.raza@terra.com.br  – www.claudioraza.com.br

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