O RESGATE DA DIGNIDADE PERDIDA EXIGE MUDANÇAS PROFUNDAS

Para o trabalhador brasileiro a dignidade representa a sua integridade moral, seu direito de suprir as necessidades básicas de sua família, o direito de estudar, adquirir bens, ser amparado juridicamente pelo Estado em retribuição aos impostos pagos.

Dignidade é também uma qualidade moral que inspira respeito e consciência de si mesmo, o indivíduo que infringe qualquer padrão de dignidade, que faz trapaças, que é manipulador, que causa dolo, que pratica ações fraudulentas é enquadrado como um indigno, desprezível.

Infelizmente o brasileiro sempre teve a sua dignidade arranhada, usurpada e em alguns casos roubada, principalmente pelos poderosos e opressores, pelos governantes fraudulentos e incompetentes.

O povo brasileiro, hoje está em busca da dignidade perdida e encontra-se despreparada para sequer entender o que representa esse resgate. A taxa de desemprego no Brasil ficou em 12,9% entre março e maio de 2020, conforme foi divulgado pelo IBGE.

A população ativa está desempregada e com poucas chances de recolocação a curto prazo. O país está parado, as empresas do comercio e de serviços estão fechando suas portas e as indústrias estão mudando-se para países onde a carga tributária é até 40% mais baixa que a nossa e não podemos reduzir esses impostos pois os gastos públicos são excessivos.

Os governos anteriores por sua vez perderam o controle dos gastos e da inflação; os políticos de Brasília, fazem de tudo para prejudicar a aprovação de importante projetos, que na sua maioria está sendo investigada ou tem alguma participação em desvios, arrecadação ilícita ou envolvimento com propinas ou super faturamentos, conforme notícias da mídia.

Os últimos governantes, conforme noticiários, favoreceram mais os países ideologicamente contrários, maculando ainda mais a dignidade dos brasileiros. O país está quebrado financeiramente e economicamente, principalmente pela pandemia e ajuda emergencial para os governos e municípios.

O povo assiste indignado a tudo isso sem poder fazer absolutamente nada, pois o Regime Presidencialista, não cabe mais na realidade brasileira. O jovem brasileiro, aquele que realmente buscam uma oportunidade de trabalho ou uma recolocação, nem sempre está ao alcance das absurdas exigências das empresas, que exigem para um estagiário, dois anos de experiência e fluência em inglês, mas pagam somente o salário mínimo; algo está fora de ordem.

Continua aquela cultura de que o profissional com mais de 40 anos de idade já é velho e está fora do mercado. O Governo não tem Políticas Públicas, para dar trabalho ou abrir frentes de trabalho aos acima de 40 anos ou aos sem instrução, como, construção de rodovias, ferrovias, escolas, hospitais, ou outro empreendimento de infraestrutura.

As fronteiras brasileiras, terrestres, marítimas e aérea, por falta de contingentes e de estrutura, estão acessíveis, ao contrabando de armas, drogas e produtos, causando danos as empresas, a arrecadação e aos jovens brasileiros.

O sistema de saúde está falido, por desvios de dinheiro, corrupção, falta de segurança e incentivo aos médicos que não estão dispostos a trabalhar em locais sem estrutura, sem segurança e sem materiais básicos.

A Educação brasileira é uma das piores do mundo; devido ao trabalho infantil e a falta de atratividade nas escolas a evasão escolar é um dos grandes problemas.

Nossa dívida externa e interna, com bancos e empresas, aquela que o presidente populista disse que tinha pago, já está em quase 75% (setenta e cinco por cento) de toda arrecadação de impostos e com juros abusivos que não se consegue pagar; isso posto sobra somente 25% (Vinte e cinco  por cento) para atender todos as necessidades básicas, como Educação, Saúde, Segurança, Moradia, Folha de Pagamento dos Servidores Públicos, etc.; esse é parte do motivo da falência do país, acrescido da corrupção e má gestão pública.

Resgatar esta dignidade custará ao país; novo regime, novos políticos e mudança de mentalidade do povo.

Autor: Claudio Raza: Mestre em Educação, Administração e Comunicação, com ênfase em Políticas Públicas.

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