O RESGATE DA DIGNIDADE PERDIDA

Para o trabalhador brasileiro a dignidade representa a sua integridade moral, seu direito de suprir as necessidades básicas de sua família, o direito de estudar, adquirir bens, ser amparado juridicamente pelo Estado em retribuição aos impostos pagados.

Dignidade é também uma qualidade moral que inspira respeito e consciência de si mesmo, o indivíduo que infringe qualquer padrão de dignidade, que faz trapaças, que é manipulador, que causa dolo, que pratica ações fraudulentas é enquadrado como um indigno, desprezível.

Para o filósofo alemão Immanuel Kant (1724-1804), a dignidade é o valor de que se reveste tudo aquilo que não tem preço, ou seja, que não é passível de ser substituído por um equivalente.

Dessa forma, a dignidade é uma qualidade inerente aos seres humanos enquanto entes morais e éticos. A dignidade é totalmente inseparável da autonomia para o exercício da razão prática, é por esse motivo que apenas os seres humanos revestem-se de dignidade.

Infelizmente o brasileiro sempre teve a sua dignidade arranhada, usurpada e em alguns casos roubada, principalmente pelos poderosos e opressores, pelo regime militar, pelos governantes fraudulentos e incompetentes, e nos últimos quatorze anos pelo inebriante governo populista.

O povo brasileiro, hoje está em busca da dignidade perdida, mas, 70% (setenta por cento) da população encontra-se despreparada para sequer entender o que representa esse resgate; 12% (doze por cento) da população ativa está desempregada e com poucas chances de recolocação

O país está parado, as empresas do comercio e de serviços estão fechando suas portas e as indústrias estão mudando-se para países onde a carga tributária é até 40% mais baixa que a nossa.

O governo por sua vez perdeu o controle dos gastos e da inflação; os políticos de Brasília, fazem de tudo para prejudicar a aprovação de importante projetos, o novo Governo Interino ou Provisório, não suporta as pressões do Congresso (Senado e Câmara dos Deputados), que na sua maioria está sendo investigada ou tem alguma participação em desvios, arrecadação ilícita ou envolvimento com propinas da Petrobras e outras ainda que não foram abertas as “caixas pretas”.

Os dois últimos governantes, conforme noticiários, favoreceram mais os países ideologicamente contrários, maculando ainda mais a dignidade dos brasileiros.

O país está quebrado financeiramente; economicamente está com crescimento negativo previsto de 4,5% (quatro e meio por cento). A insensibilidade e omissão do Congresso Nacional, aprova aumentos de salários de até 40% (quarenta por cento) para servidores públicos (Juízes, Magistrados, e funcionários ligados), aumentando ainda mais o rombo das contas ou gastos públicos.

O povo assiste indignado a tudo isso sem poder fazer absolutamente nada, pois o Regime Presidencialista, não cabe mais na realidade brasileira.

O jovem brasileiro, aqueles que realmente buscam uma oportunidade de trabalho ou uma recolocação, nem sempre estão ao alcance das absurdas exigências das empresas, que exigem para um estagiário, dois anos de experiência e fluência em inglês, mas pagam somente o salário mínimo; algo está fora de ordem.

Continua aquela cultura de que o profissional com mais de 40 anos de idade já é velho e está fora do mercado. O Governo não tem Políticas Públicas, para dar trabalho ou abrir frentes de trabalho aos acima de 40 anos sem instrução, como, construção de rodovias, escolas, hospitais, ou outro empreendimento de infraestrutura.

As fronteiras brasileiras, terrestres, marítimas e aérea, por falta de contingentes e de estrutura, estão acessíveis, ao contrabando de armas, drogas e produtos causando danos as empresas e aos jovens brasileiros.

O sistema de saúde está falido, por desvios de dinheiro, corrupção, falta de segurança e incentivo aos médicos que não estão dispostos a trabalhar em locais sem estrutura, sem segurança e sem materiais básicos.

A Educação brasileira é uma das piores do mundo; devido ao trabalho infantil e a falta de atratividade nas escolas a evasão escolar é um dos grandes problemas.

Nossa dívida externa e interna, com bancos e empresas, aquela que o presidente populista disse que tinha pago, já está em quase 70% (setenta por cento) de toda arrecadação de impostos e com juros abusivos que não se consegue pagar; isso posto sobra somente 30% (Trinta por cento) para atender todos as necessidades básicas, como Educação, Saúde, Segurança, Moradia, Folha de Pagamento dos Servidores Públicos, etc.; esse é parte do motivo da falência do país, acrescido da corrupção e má gestão pública.

Resgatar esta dignidade custará ao país; novo regime, novos políticos e mudança de mentalidade do povo.

Prof. Claudio Raza: Economista, Mestre em Educação, Administração e Comunicação, com ênfase em Políticas Públicas.

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