OS AGENTES IMBECILIZADORES DO NOSSO TEMPO

Para a filósofa Márcia Tiburi, o Brasil tem uma nova classe profissional. São os imbecilizadores profissionais, na definição de Márcia. “São pessoas que não produzem nada, não criam nada, no sentido de ensinar ou ajudar as pessoas”, explica ela. De acordo com Márcia, essas pessoas são especialistas em manipulação de massas.

No entanto, sublinha Márcia, não são manipuladores em um sentido sofisticado do termo. Ao contrário, é um manipulador no sentido mais simples do termo. “Ele diz coisas fáceis de entender, basta ele achar que essa massa diante dele é imbecil. Assim, ele cria identificação entre essas pessoas e ele – o objetivo é extirpar o senso crítico de um grupo de pessoas “, explica a filósofa.

Assim, segundo Márcia, “ao perder o senso crítico, as pessoas param de prestar atenção no que as outras pessoas estão dizendo e também naquilo que ela mesma está pensando. Portanto, elas saem repetindo ideias prontas, por não serem mais capazes de pensar por conta de um processo de entorpecimento cognitivo”.

O risco, segundo ela, é quando esses imbecilizadores profissionais deixam o campo do entretenimento e seguem para a política. “O primeiro passo que essas pessoas tomam é entrar na política e dizer que não são políticos”. Para ela, isso é uma forma de cinismo e que toma a massa por imbecil.

O Brasil é um campo fértil para essa nova profissão, que já não é tão nova assim.

Na área religiosa já a 40 anos estamos sob a forte influência destes profissionais que crescem a medida que a pobreza e falta de ensino escolar piora.

Na política, sempre estivemos, pois, a obrigatoriedade do voto, torna o incauto uma presa fácil; a falta de cultura, a necessidade de ter um líder ou um messias e a fome, leva a aumentar cada dia os profissionais imbecilizadores.

Nas redes sociais é o que não faltam, imbecilizadores e repetidores de ideias e frases prontas sem criatividade alguma.
No ensino médio, idade propícia para implantar ou destruir bons princípios, é aí que professores imbecilizadores trabalham as mentes dos alunos.

Nas novelas, o que as famílias mais assistem, somente exemplos negativos para a sociedade, valorizando os bandidos, depreciando a moral e os bons costumes, incentivando a corrupção e traição matrimonial.
Na moda, o quanto mais feio, rasgado e mais sujo melhor, tem imperado no mercado, o jovem pode gostar, mas que é imbecilizador e de mau gosto é.

No ensino superior, já é diferente, as mentes dos alunos estão consolidadas, onde o professor não tem muita influência quanto a mudança de personalidade, mas as instituições e o poder financeiro delas é que impõem, apoiados pelo MEC, conteúdos imbecis, sem utilidade alguma para a vida profissional e para a necessidade do mercado.

Nas empresas, o que predomina é o poder da administração arcaica, burocrática, com os “gerentes” a moda antiga, fechados em uma sala, sem curso superior e sem qualificação e reciclagem profissional, que estão sempre em reuniões, sem contato com seus subordinados.

Quanto aos já imbecilizados, não acredito que se possa fazer muita coisa, mas podemos fazer muito pelas crianças ainda não contaminadas, é um trabalho longo que poderá dar frutos daqui há 15 ou 16 anos, se começarmos agora.

Encerro com a frase de Andrew Amaurick, “Quem gosta de mostrar que sabe, quem gosta de aparecer demais são os “famosos” agentes imbecilizadores de nosso tempo.”

Autor: Claudio Raza: mestre em educação, comunicação e administração. c.raza@terra.com.br e www.claudioraza.com.br

*Postado Por: Claudio Raza

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