PÃO E CIRCO PARA O POVO

Texto de Claudio Raza, adaptado de Jailson Freitas (Folha do Juruá)
Comparando com o Império Romano, o governo Lula/Dilma, mais Lula que Dilma assemelha-se, consideravelmente, com a política romana do pão e circo. Nas arenas ocorriam as sangrentas lutas entre gladiadores, em sua maioria escravos, para diversão do imperador e de seus súditos, objetivando tirar a atenção do povo para os problemas sociais, econômicos e de corrupção.
Aqui no Brasil, na época atual, vemos um governo preocupado em proporcionar um bom espetáculo nas arenas (Congresso Nacional, STF, Polícia Federal) fugindo de suas responsabilidades sociais relevantes, educação, saúde e segurança púbica.
Como ocorria no Império Romano, o ditador (a) fornece pão gratuitamente para o povo (Bolsa Família, sanduiches de mortadela, camisetas vermelhas, dentaduras) para que este não se interesse em buscar ocupações que possam proporcionar-lhe uma vida digna.
Estamos agora completamente anestesiados, pelo Natal, Ano Novo, Férias Escolares, Recesso Parlamentar, Carnaval, com isso, o povo não interfere nos problemas sociais e continua acreditando que os espetáculos compensam a incompetência dos nossos governantes; vemos também um assistencialismo à corrupção, pois protegem os corruptos à medida que fazem de tudo para que denúncias sérias não sejam apuradas, o dinheiro desviado não seja devolvido, os políticos presos pelo “Lava Jato e Mensalão” sejam soltos, tão somente para não delatar os demais.
O sistema aqui aplicado pressupõe que o povão, enquanto dependente do pão doado pelo governo, vai fazer de tudo para não perder o assistencialismo, que, no momento, não passa de uma escandalosa migalha. Enquanto o governo ferra a população, esta grita fica Dilma, Golpe Não. No Império Romano o soberano passava a falsa impressão para o povo que esta decidia quem vivia e quem morria. Já, em nosso país, o próprio governo decide quem vai se lascar ou enriquecer.
Nenhum brasileiro consciente é contra o futebol, as olimpíadas, Todavia, temos que considerar os escandalosos recursos financeiros que foram aplicados nesses espetáculos circenses, para que o povo, de “barriga cheia”, aplauda a imperatriz e esqueça que vive na corda bamba em um país rico, mas que não abre mão de sua riqueza para favorecer aquelas pessoas que estão morrendo nos hospitais; que estão sendo mal alfabetizadas em nome da quantidade e não da qualidade; que estão morrendo nas ruas ou mesmo em suas residências, vítimas de bandidos sem gravatas. Por outro lado, a maior parte da crueldade pela qual passam os brasileiros tem como executores os marginais engravatados.
Enquanto o governo se preocupa com os espetáculos circenses, o sangue jorra nas ruas, pois o Estado não investe na proteção daqueles que são responsáveis pelo desenvolvimento do país. Somos escravos, não de guerra, mas da violência que se propaga sem freios, enquanto o governo diz que o povo está em plena ascensão econômica e social. Mentiras são divulgadas pela imprensa marrom como verdades incontestáveis.
Seja cidadão consciente. Diga não à repressão, à corrupção, à incompetência, ao descaso, à má aplicação das verbas públicas, a violência, ao estupro coletivo, isto é, seja um indivíduo atuante e capaz de tomar decisões, pois, do contrário, você não poderá reclamar se alguém decidir por você.
Autor: Claudio Raza, Economista, Mestre em Educação.

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