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POLÍTICA, DEMOCRACIA OU PROMISCUIDADE GOVERNAMENTAL BRASILEIRA.

Chegamos a um ponto em que o sistema democrático não serve mais para o povo brasileiro; estão se confundindo as coisas na política, o respeito e a ética está com validade vencida, a maioria da população está cada vez mais despreparada para o voto e é tolerante a corrupção.

A Política é a ciência da governança de um Estado ou Nação e também uma arte de negociação para compatibilizar interesses do povo, não interesses de partidos políticos e parlamentares.

A democracia é o regime político em que a soberania é exercida pelo povo através do voto, mas aqui o voto é despreparado e ignorante.

A promiscuidade é a característica se destaca pela imoralidade, pela prática de maus costumes sejam eles na vida particular ou na vida pública; e isso é o que que tem acontecido no país e mais acentuado nos últimos anos.

Os dois últimos governos sem qualquer pudor e responsabilidade, somente no populismo e na ideologia destruiu a economia e a esperança de um povo na realização de seus maiores sonhos, um emprego, uma casa para morar e dar educação para seus filhos. Tudo isso ficou na promessa e na arrogância dos governantes.

Dois governantes completamente despreparados para administrar uma nação de dimensões continentais, só acostumados a liderar massas populares de sindicatos e de movimentos sociais.

Sem conhecimento algum de política internacional, gestão de negócios e recursos públicos; só preocupados com os aliados e concedendo benefícios e aumentando os gastos públicos. Enganou o país com o pré-sal, gastou-se por conta dele, indicou representantes sem condições para cargos decisivos e também para o Suprema Corte Brasileira, a última instancia onde todo brasileiro confiava, hoje só se faz política e não julgamentos.

Os políticos brasileiros em todas as esferas, certos da impunidade e da ignorância do povo, baseado no exemplo e apoio do governo federal, do foro privilegiado, colocaram os pés pelas mãos e fizeram negociatas, participaram em desvios de dinheiro público e corrupção; legislaram em causa própria, corromperam funcionários de estatais e empresas ligadas ao governo; cometeram uma verdadeira orgia ou promiscuidade governamental.

Destruíram a maior e mais rentável empresa brasileira a Petrobras, criando quadrilhas organizadas dentro e fora da empresa, para saquear um patrimônio nacional, prejudicando trabalhadores e investidos nacionais que foram incentivados pelo governo federal a usar o FGTS para comprar ações da Petrobras. Investidores internacionais também foram prejudicados nas bolsas de valores do mundo inteiro, criando uma instabilidade e descrédito no mundo todo.

Ficam sem respostas as perguntas; e a Bolsa de Valores que controla as empresas participantes com as exigências de lei do mercado de ações e de capitais? E as empresas de Auditorias que deram seu parecer nos balanços da Petrobras nada viram? E o contador responsável por assinar o balanço nada viu de errado? E o TCU – Tribunal de Contas da União, que analisam e aprovam as contas e os gastos públicos, nada viu? E o MPF – Ministério Pública Federal, passou batido? E o presidente e o conselho de administração da Petrobras, estavam coniventes? Realmente foi uma orgia com o dinheiro público.

Ainda estão escondendo do povo, esse que deu seu voto para a Democracia, sobre os empréstimos do BNDES para países que não tem condições de pagar sequer os juros do empréstimo, o dinheiro foi emprestado a juros menores do que se faz aqui para empresas brasileiras. Ficam também as perguntas: Será que teve algum repasse de suborno, para aprovação dessas mamatas? Quanto e quem recebeu esse suborno? Quem aprovou um empréstimo onde a prioridade é para o desenvolvimento nacional? Quem era o presidente do BNDES na época da orgia?

Outro assunto entalado na garganta do contribuinte são os investimentos em obras superfaturadas onde não mora ninguém, não liga nada a coisa nenhuma e se encontram paradas ou ainda nem começou, mas o dinheiro já foi liberado e para continuar precisa- de o triplo de dinheiro.

Isso é uma infinita parcela do que acontece no governo federal, estaduais e prefeituras municipais com excessos de gastos e investimentos que só beneficiam os políticos e a população na espera de infraestrutura, como saneamento, escolas, saúde, segurança e moradia.

O Judiciário brasileiro é um dos mais caro do mundo, pelo que dão de retorno a população principalmente a mais carente.

A carga tributária brasileira também uma das mais altas do planeta, não consegue arrecadar o suficiente para pagar os juros da dívida pública interna e externa, não deixando um superávit primário.

A nossa dívida interna junto aos bancos nacionais e a dívida externa junto aos bancos e entidades estrangeiras chega a 70% do PIB nacional, logicamente sobram apenas 30% PIB ou até mesmo da arrecadação para pagar os gastos governamentais, os salários dos parlamentares, que esse não atrasa nunca, e ainda os gastos e investimentos na educação, saúde, estradas, segurança e outras prioridades.

Logicamente não sobra dinheiro para fazer nada. Existe uma necessidade urgente de redução de gastos e despesas nos três poderes, Legislativo (Câmara e Senado), Executivo (Governos) e Judiciário (STF, Juízes, desembargadores e outros mais).

É uma carga nas costas do contribuinte brasileiro que não se aceita mais, ninguém suporta mais tanta incompetência aliada a corrupção e a falta de bom senso dos dirigentes e parlamentares.

Já passou da hora de rever tudo isso, o sistema de governo ideal e não corrupto, a carga tributária, a reforma previdenciária, a reforma trabalhista, a reforma política com a redução dos partidos e dos parlamentares, a melhoria e a eficiência dos órgãos controladores dos gastos públicos e um investimento maciço em educação.

Caso contrário sobrará muito pouca coisa para se administrar.

Autor: Claudio Raza: economista e professor universitário
c.raza@terra.com.br
www.claudioraza.com.br

*Postado Por: Claudio Raza

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