Reinvente, crie, mude, quebre paradigmas corporativos

Como já sabemos o empresário brasileiro é um empreendedor notável, mas, é ainda resistente ao planejamento; talvez devido aos inúmeros planos econômicos fracassados, ou pelo descontrole da inflação do passado, ou até mesmo pela cultura brasileira do retorno imediato.

O medo do desconhecido ou do resultado a ser obtido, é a grande barreira para as mudanças. A insegurança também dá força ao medo, que faz com que o principal administrador, mantenha seu modo de pensar, levando a empresa a perder mercado, baixar a lucratividade, e fortalecer a concorrência.

Tudo isso já é coisa do passado, não podemos mais ficar colocando a culpa nos planos, na inflação, na ineficiência dos governantes, na corrupção dos parlamentares, na reforma trabalhista que não sai, na reforma tributária que está emperrada, na reforma política que não interessa aos próprios políticos, na concorrência desleal dos chineses; no protecionismo americano ao seu mercado; na insegurança, no medo, etc.etc.

Nós é que temos de mudar a maneira de pensar, temos que nos preparar, temos que re-inventar, criar, quebrar paradigmas, sair da zona de conforto.

Transformar é mudar a forma de fazer as coisas, a forma de ver as coisas, de administrar, não mudar o ser humano, o administrador.

Foi-se o tempo em que se precisava apenas de um pouco de dinheiro e um bom “faro”, e o resto andava sozinho, tudo que produzia ou revendia era consumido. Ainda temos uma geração de empresários da antiga, que não aceita sugestões, acha que, o que fazia ou vem fazendo a 30 ou mais anos da mesma maneira é o correto, pode até ser, mas o mundo mudou, os clientes estão mudando como também os consumidores; a concorrência é mais acirrada com ofertas de melhores produtos com preços inferiores e uma tecnologia avançada.

Não se administra mais à moda antiga, quem não se capacitar para os novos modelos de mercado, de tecnologias, de informações, de gestão de negócios, de gestão de pessoas, fazendo com que seus funcionários mais talentosos participem com sugestões e decisões, estará a cada dia perdendo terreno e bons funcionários para as empresas mais empreendedoras e inteligentes.

Lembrem-se, para um mercado mutável, idade não é experiência, use de sabedoria prática, ouça mais os técnicos e os entendidos do assunto, os que estão diretamente ligados com os clientes ou consumidores; pesquise sobre o que poderão a vir substituir seus produtos, quais as tendências de mercado, informe-se, pois nós estamos na era da informação, da criatividade e novas tecnologias.

A criatividade embora presente na maioria das pessoas precisa ser estimulada, motivada e induzida. As organizações têm a responsabilidade de treinar e exercitar esta criatividade para ter um grupo criativo; nem todas as organizações desempenham igualmente bem esse papel e nem todas se encontram dispostas a aceitar as conseqüências de ter pessoas criativas na sua organização.

A criatividade nas empresas é a ferramenta mais prática, adequada e barata para encontrarmos maneiras de fazer mais com menos, de reduzir custos, de simplificar processos e sistemas, de aumentar lucratividade, de encontrar novos usos para produtos, de utilizar melhor suas máquinas e equipamentos, de encontrar novos segmentos de mercado, de desenvolver novos produtos e outras inúmeras coisas mais.
Muitas empresas já se conscientizaram de que utilizar o potencial criativo de seus funcionários é mais adequado. O problema é que elas não sabem como organizar, como aproveitar todo este potencial criativo que está disponível. Isto é comprovado pela qualidade das idéias inesperadas que surgem de vez em quando. Por que então esperar as idéias “de vez em quando?” Por que não estimular a produção destas idéias no dia-a-dia?
Empresas que não tiveram medo, insegurança ou hesitação começaram a mudar e ver as coisas de outro ângulo para continuar no mercado; esse esforço em conjunto ou trabalho em equipe ou administração estratégica ou administração inteligente, fez com que todos pudessem colaborar e servir hoje de modelo para outras empresas.
Neste contexto de intensas mudanças econômicas, tecnológicas e competitivas, muitas empresas precisam realizar mudanças radicais de estratégias, de estrutura, de organização, assim como de cultura, para que possam prosperar e por vez até sobreviver.
Muitos empresários ainda são resistentes às novas idéias, e novas maneiras de administrar seus negócios, não gostam que funcionários participem com suas sugestões de melhoria, não têm informações suficientes para ajudá-los a tomar decisões.

Uma pequena análise de sua empresa poderá ajudá-lo a identificar quais seus pontos fortes, seus pontos fracos, quais suas ameaças, e principalmente quais as suas oportunidades no mercado.

Segundo PETER SENGE, o ciclo de aprendizagem é iniciado e mantido pelas cinco disciplinas:

A primeira disciplina é o domínio pessoal. Significa aprender a expandir as capacidades pessoais para obter os resultados desejados e criar um ambiente empresarial que estimule todos os colaboradores (funcionários) a buscar e alcançar seus objetivos sem medo de errar, isto é, aprender a aproximar a realidade da visão pessoal.

A segunda disciplina, modelos mentais, São imagens do mundo que construímos a partir das nossas vivências e por meio dos quais nos orientamos. O objetivo desta disciplina é rever nossos modelos mentais para ajustá-los à realidade.

A terceira disciplina, visão compartilhada, é estimular o engajamento do grupo em relação ao futuro que se procura criar e elaborar os princípios e as diretrizes que permitirão que esse futuro seja alcançado. As pessoas precisam ter um “espaço” para falar e serem ouvidas, para construir uma visão que vá ao encontro de suas aspirações e do futuro que desejam para a empresa, Ao permitir várias visões pessoais, terão uma maior possibilidade de explorar as diferentes perspectivas da realidade e do futuro.

A quarta disciplina, aprendizado em equipe, transformar as aptidões coletivas ligadas a pensamento e comunicação, de maneira que grupos de pessoas possam desenvolver inteligência e capacidades maiores do que a soma dos talentos individuais. A eficácia não é resultado de um esforço apenas individual, mas sim resultado de ações sinérgicas, com um forte sentido de cooperação.

A quinta disciplina, pensamento sistêmico, Trata-se de uma disciplina que permite analisar e compreender a organização como um sistema e descrever as inter-relações existentes entre os seus elementos. Cada componente exerce influências e traz informações a outros, promovendo o crescimento, o declínio ou a estabilidade do sistema como um todo.

Comece fazendo pesquisas junto aos seus clientes, use seus vendedores para isso; levante primeiro quem são seus concorrentes, e quais os produtos ou serviços que estão oferecendo e a que preço, qual a qualidade e a embalagem; verifique quais são os pontos fortes e os pontos fracos, seus e os dos concorrentes, tais como:

• Preço, prazo de entrega, qualidade dos produtos ou serviços, embalagem, meios de distribuição, localização, meios de divulgação dos produtos, e outros que julgar necessário.

Depois levante, também com a ajuda de seus vendedores, as novas oportunidades ou possibilidades de produtos ou serviços ou mercado, como também as que ameaçam seus produtos ou mercado, tais como:

• Para quem mais poderia vender o meu produto ou serviço;
• Posso fazer um atendimento personalizado sem encarecer muito meu produto ou serviço;
• Posso vender em quantidades e embalagens menores ou maiores;
• Que produtos ou serviços podem estar oferecendo ao mercado, aproveitando melhor minhas máquinas, matérias primas e horas ociosas de produção ou aproveitando minha equipe de vendas;
• Quais produtos que os concorrentes estão lançando que poderá afetar minhas vendas;
• Quais os possíveis novos concorrentes que poderão entrar no mercado.

Em seguida, reúna seus principais funcionários e peça sugestões de como melhorar os serviços internos, tais como:

• Atendimento ao cliente
• Melhoria na qualidade dos produtos ou serviços
• Aproveitamento dos resíduos ou sucatas em novos produtos ou linha alternativa.
• Controle dos estoques
• Novos produtos ou serviços com aproveitamento das máquinas e equipamentos.
• Plano de premiação para as sugestões aplicáveis

Após todas essas informações tabuladas e analisadas com seus principais colaboradores, monte um plano de ação, das mudanças e implementações com prazos de tempos definidos das ações e objetivos; divulgue-as claramente a todos os funcionários, que a partir daí serão seus parceiros, e monitore constantemente o andamento das ações planejadas para alcançar os objetivos traçados.

Se conseguir fazer isso, estará dando um grande passo para o futuro de sua empresa, tanto em questão externa com clientes e fornecedores, como na questão interna, pois seus funcionários, agora colaboradores, irão ajudá-lo como se fosse o próprio negócio.

Outra oportunidade é verificar seu Regime Tributário; fale com seu contador, calcule cada um deles, Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real, talvez você possa lucrar mais ou deixar de recolher mais impostos por uma simples opção, uma vez ao ano, na escolha do Regime ideal para sua empresa.

Outra situação, que encontramos com freqüência, é das empresas que não estão no Regime Simples Nacional e tem seus produtos isentos de IPI na saída ou Vendas, mas não se creditam do IPI nas compras das matérias primas, que com esse crédito poderão pagar o PIS, COFINS, IRPJ, CSSL, por compensação através de petição a Receita Federal, ou até mesmo pagar seus fornecedores, consulte seus contadores.

Empresas inteligentes já estão criando grupos de trabalho onde se juntam pessoas dotadas de muita fantasia com pessoas muito concretas, nesses grupos nasce a faísca ou a inspiração da criatividade e, ao invés de gênios criativos, teremos grupos criativos.

Hoje as empresas contratam pessoas concretas que se perdem na burocracia, mas sentem necessidade da criatividade e colocam-nas em cursos de criatividade

Para administrar sua empresa ou negócio já em operação, também terá que ter o mínimo de informações ou relatórios para se manter atualizado e tomar decisões mais corretas possíveis.

• A previsão de vendas é a base de tudo, é aí que você irá verificar a sua participação no mercado, o volume de suas operações, o investimento necessário ou se sua área produtiva é capaz de produzir o que foi previsto ou terá que terceirizar a fabricação ou investir em ampliação.

• Ainda dentro da área comercial, terá que manter um controle de vendas por clientes, por região e por produto, para conhecer a participação dos clientes em suas vendas, sua lucratividade, como também não concentrar as vendas em poucos clientes, pois caso um ou dois deixem de comprar, você terá sérios problemas financeiros.

• A lucratividade final de cada produto, após abater todos os custos e despesas e também o imposto de renda, deverá ser analisada mensalmente e comparativamente com os meses anteriores, para verificar quais foram as políticas de preços e descontos praticados.

• Com a previsão de vendas em mãos a área de produção ou planejamento e controle da produção (PCP), poderão avaliar seus estoques e acionar a área de compras.

• A má administração dos estoques, tem levado muitas empresas a dificuldades financeiras por falta de informações e planejamento, tanto dos estoques de matérias primas, de embalagens, semi acabados ou em elaboração, como o produto acabado final, pronto para venda.

• Ainda tem-se a idéia errônea que estoque não é dinheiro, compra-se em excesso, tira-se dinheiro de aplicações financeiras para ficar parado em estoques que só serão utilizados sabe-se lá, quando, ou produz-se demais porque a empresa tem muito estoque de matéria prima e também para os empregados da produção não ficarem ociosos.

• Em algumas empresas os produtos acabados, ou mesmo as matérias primas chegam a ficar parados nos estoques até 23 meses, é uma falta de controle total, é dinheiro parado, e quando chega um pedido com especificações diferentes, você terá que comprar novas matérias primas ou retrabalhar os produtos, é aí que o dinheiro vai para o ralo.

Quanto à área financeira ou controladoria, dependendo do tamanho e da cultura da empresa, cabe a responsabilidade de levantar e analisar com relatórios práticos e objetivos estas deficiências, para que pare de comprar por determinado tempo e ou determinados produtos ou matérias primas, devido ao excesso de estoques.

A área financeira terá que ter no mínimo um fluxo de caixa, com os saldos bancários, as previsões de entradas de dinheiro, como também a previsão das saídas ou desembolsos, tais como, fornecedores, salários, encargos, impostos, e outras.

Cabe também à área financeira, baseado na previsão de vendas, montar um “Orçamento Empresarial” ou uma “Previsão Orçamentária” como se fosse um “Demonstrativo de Resultado do Exercício” um “DRE” ou um “Lucros e Perdas” como alguns preferem, e manter a diretoria ou o gestor principal informado sobre alguns índices básicos de liquidez financeira, índices econômicos, operacionais e de lucratividade.

A falta de informações é o grande vilão nas empresas, mas não basta ter informações sem uma estrutura adequada e um método de avaliação para tomada de decisões.

Autor: Claudio Raza; consultor; palestrante e professor ensino superior – c.raza@terra.com.br

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*Postado Por: Claudio Raza

5 Responses to “Reinvente, crie, mude, quebre paradigmas corporativos”

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