UM PAÍS ESTAGNADO QUE NÃO APRENDE COM SEUS ERROS

Nosso país não cresce, está emperrado e se continuar com esta política corrupta e tendenciosa e de interesses somente da classe política e sem ouvir a população, em breve teremos uma convulsão social ou até mesmo a volta da ditadura.
Podemos chamar isso de abuso de poder, autoafirmação, orgulho ou miopia; ou é a soma de tudo isso e ainda mais outras. Para que se tenha investimentos no país ou mesmo as próprias empresas investirem tem que ter juros mais baixos; para que se tenha condições de investir e de exportar com lucratividade
Podemos citar outro engano ou substituição de nomenclatura para encobrir o que o governo não quer ceder ou admitir, é a substituição da palavra inflação, por gastos públicos; não temos inflação, pois foi substituído, mas temos um excesso de gastos públicos, que é a mesma coisa, e pelos meus parcos conhecimentos de bacharel em Ciências Econômicas e mestre em Administração, quando os gastos são maiores que as receitas, que é o caso, origina-se a inflação, o prejuízo, o déficit, é há a necessidade de emitir papel moeda para cobrir o prejuízo, ou fazer empréstimos bancários a juros proibitivos; estes gastos em excesso geram a inflação que está escondida debaixo do tapete.
A inflação é um processo pelo qual ocorre aumento generalizado nos preços dos bens e serviços, provocando perda do poder aquisitivo da moeda. Isso faz com que o dinheiro valha cada vez menos, sendo necessária uma quantidade cada vez maior dele para adquirir os mesmos produtos. Há vários fatores que podem gerar inflação. O aumento do preço de um item básico na economia pode contaminar os demais preços provocando uma alta generalizada. É o caso do petróleo e da energia elétrica, por exemplo. O excesso de consumo também provoca inflação, pois os produtos tornam-se escassos ocasionando aumento de seus preços. Em outra hipótese, se o Governo gasta mais do que arrecada, e para pagar suas contas emite papel-moeda, provoca inflação, pois está desvalorizando a moeda, uma vez que criou dinheiro novo sem lastro, sem garantia, sem que tenha havido criação de riqueza, de produção. Assim, os bens e serviços continuam os mesmos, mas o dinheiro em circulação aumenta de volume. Passa-se, então, a exigir maior quantidade de dinheiro pela mesma quantidade de produto, o que alguns economistas chamam de dinheiro fraco, dinheiro podre
Nossos representantes políticos, em quem confiamos para tomar decisões importantes por nós, agem de maneira traiçoeira e inescrupulosa tornando-nos cúmplices de seus atos que desonram a nação.
A moral tem por objeto o comportamento humano regido por regras e valores morais, que se encontram gravados em nossas consciências, e em nenhum código, comportamento resultante de decisão da vontade que torna o homem, por ser livre, responsável por sua culpa quando agir contra as regras morais. A Moral é autônoma pois é imposta pela consciência ao homem, é unilateral, por dizer respeito apenas ao indivíduo, e é incoercível, isto é, o dever moral não é exigível por ninguém, reduzindo-se a dever de consciência; em regra geral adquirimos o conceito moral pelos exemplos e ensinamentos de nossos pais.
O Congresso Nacional (Senado e Câmara dos Deputados) tem se tornado ultimamente palco de brigas, discórdias, denúncias diretas de corrupções, protecionismo, nepotismo e insegurança de nossa democracia, parecem que esqueceram dos 20 anos de mordaça que passamos no regime militar.
Será que não é hora de os representantes máximos do povo e dos Estados começarem a trabalhar e fazer jus aos altos salários, verbas de representações, alugueis, carros, viagens e outros gastos.
Para o país crescer, precisa-se de profissionais mais experientes e com visão de conjunto, um judiciário sem ligações partidárias, políticos mais compromissados com o futuro da nação; isto é, controlar os gastos, baixar os juros, deixar a inflação subir ao nível desejável do crescimento econômico do país, exemplo: crescimento 5%, inflação 5%, e assim sucessivamente, e fazer com que o dólar tenha vida própria, sem intervenção do governo, para dar condições às exportações; esses são os primeiros passos para destravar o país e criar empregos, restabelecendo assim a dignidade perdida do chefe provedor da família.
Mas, o assunto é muito mais complexo, existe uma cultura brasileira de: “explorar e ser explorado”, “levar vantagem em tudo”, “a coisa tem que ser política não prática”, “vamos nos garantir com um emprego público”, é isso e muito mais mesmo que nós aprendemos pelos maus exemplos e que nossos filhos e netos estão aprendendo, não existe referência ou modelo, pois as instituições estão falidas.
Quando falamos de impostos, contribuições, taxas de serviços públicos, aí é que a coisa pega, pois, são compulsórios, obrigatórios, você tem que pagar. Estes aumentos de impostos são muitas vezes justificados pela melhoria dos serviços, mas, na sua grande maioria é para cobrir gastos públicos governamentais exagerados e privilegiar os incompetentes que fazem do Estado um cabide de empregos.
Só para dar uma ideia de quanto nós pagamos de impostos, embutidos nos produtos e serviços que consumimos, em média, pois cada produto tem uma taxação diferenciada quando se fabrica ou vende: exemplo, ICMS (Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços) = 18% no Estado de São Paulo; IPI (Imposto de Produtos Industrializados) em média 10%; ISS (Imposto sobre Serviços) na cidade de São Paulo = 5%; PIS e COFINS (Programa de Integração Social e Contribuição para Financiamento da Seguridade Social) = 3,65% para as empresas que optaram pelo Lucro Presumido e 9,25% para as do Lucro Real; Imposto de Renda e Contribuição sobre o Lucro = 10% em média para os dois regimes, Lucro Presumido e Lucro Real; até aqui temos por volta de 47% de impostos sobre os preços dos produtos que compramos.
Temos também os que são calculados sobre a folha de pagamento (Salários dos Empregados), tais como: INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) = 27,8%, média e o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) = 8%, em média esses dois tributos representam 6% sobre as Vendas da empresa ou sobre o preço de venda do produto; temos então um total de 47% mais 6%, totalizando 53% de carga tributária, isto é; impostos que pagamos já embutidos no preço do produto. Além destes 53% sobre os produtos que consumimos o Governo Federal ainda arrecada sobre Jogos, tais como Mega Sena, Loteria Federal e outros uma média de 60%%, ficando para o ganhador máximo apenas 16% do total arrecadado.
Também o Governo Federal arrecada sobre as pessoas físicas, com suas Declarações de Impostos em abril de cada ano, aproximadamente 20% sobre os salários, que não é renda. Tudo isso cai nas costas de nós contribuintes, e este dinheiro todo é gasto sem controle algum e principalmente desconhecemos e não somos informados de seu destino.
Transparência é o que queremos, pois sem nossa contribuição não há Governo, e a verdadeira inflação são estes gastos descontrolados
Existe solução para isso? Sim, mas o difícil é reunir pessoas interessadas, tem que ser um “Projeto de Reconstrução Nacional da Ética, da Educação e do Ensino” é um projeto de 30 anos ou mais e tem começar na pré-escola para que esta criança tenha um novo conceito e inserir este novo conceito no ensino básico, 2º. grau e universitário, não deixando as empresas de fora.
Se não soubermos fazer este projeto, vamos verificar e aprender com outros países que tiveram sucesso.
Autor: Cláudio Raza; Mestre em Educação, Administração e Comunicação, Economista, Contador, Pós-Graduado em Gestão de Pessoas para Negócio, Palestrante e professor universitário.

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