UM PAÍS QUE NÃO CRESCE, NÃO EDUCA E NÃO PUNE.

Um remédio pode se tornar um veneno mortal ou deixar sequelas irreversíveis dependendo da dosagem e da interação com outros medicamentos; é isto o que acontece quando somos medicados por profissionais inexperientes, ou especialistas em uma só área, sem ter conhecimento físico, mental e psicológico como um todo do paciente.

Aplicando-se isso ao país como um todo não é diferente.

Nosso país não cresce, está emperrado e se continuar com esta política econômica ortodoxa, eu diria até inexperiente e teimosa, sem visão de conjunto ou das consequências que já estão se tornando irreversíveis, seremos ou se já não somos o pior país da América do Sul, em renda “per capta” digna, em analfabetismo real (só sabe escrever o nome e não consegue interpretar pequenos textos ou mesmo o que escreve), em violência, em desemprego, em saúde, em moradia, em governo paralelo, em corrupção, em impunidade e em outros mais.

Este é o resultado de continuarmos sendo “medicados” por profissionais especialistas em inflação baixa, mas sem visão de conjunto ou não se importando se o povo está passando fome, se o país não está crescendo, se não existem empregos, isso não é sua especialidade, seu objetivo foi alcançado inflação baixa.

Podemos chamar isso de abuso de poder, auto afirmação, orgulho ou miopia?, Ou é a soma de tudo isso e ainda mais outras. Para que se tenha investimentos no país ou mesmo as próprias empresas investirem tem que ter juros mais baixos.

Podemos citar outro engano ou substituição de nomenclatura para encobrir o que o governo não quer ceder ou admitir, é a substituição da palavra inflação por gastos públicos; não temos inflação, pois foi substituído, mas temos um excesso de gastos públicos, que é a mesma coisa, e pelos meus parcos conhecimentos de bacharel em Ciências Econômicas, quando os gastos são maiores que as receitas, que é o caso, origina-se a inflação, o prejuízo, o déficit, é há a necessidade de emitir papel moeda para cobrir o prejuízo, ou pagar estes gastos em excesso gerando aí a inflação que está escondida debaixo do tapete, ou melhor, substituída por outra palavra que poucos entendem, mas sai do seu bolso.

Para o país crescer, precisa-se de profissionais mais experientes e com visão de conjunto e mudar a medicação, isto é, baixar os juros, deixar a inflação subir ao nível desejável do crescimento econômico do país, exemplo: crescimento 5%, inflação 5%, e assim sucessivamente, e fazer com que o dólar vá acima de R$ 2,50, para dar condições às exportações; esses são os primeiros passos para destravar o país e criar empregos, restabelecendo assim a dignidade perdida do chefe provedor da família.

As maneiras de aprender coisas, princípios, regras, educação, maneiras de fazer, são através de nossos sentidos, tato, paladar, olfato, visão e audição. Mas, os exemplos e as experiências de nossos pais, avós, profissionais e países são de fundamental importância para acelerar nosso desenvolvimento.

Pouca coisa se aprende na maioria das escolas brasileiras, pois o ensino no país necessita de mudanças urgentes, mas as autoridades responsáveis pelo ensino não sabem como fazer esta correção, pelo menos é o que tem demonstrado até agora.

Os alunos hoje e isto já vem desde 1970, só sabem responder questões com alternativas prontas é só colocar um (x), culpa deles não, culpa do sistema de ensino que não ajuda o aluno a pensar e a aprender escrever sobre determinados assuntos; nas faculdades a experiência que tenho é quando em uma prova se pede para escrever ou explicar não se consegue mais do que 3 linhas e são poucos os que alcançam 5 linhas com objetividade.

Temos dificuldade em querer aprender é necessário dosar a teoria com a prática, sem a parte prática o ensino fica cansativo e pouco atraente, o mundo mudou, não podemos ficar no passado.

O diário britânico Financial Times traz uma reportagem sobre os problemas enfrentados pelo Brasil como consequência da impunidade.

Segundo a reportagem, a estrutura dos serviços de segurança impede uma mudança. A rivalidade entre as polícias civil e militar, os baixos salários, a falta de treinamento, a corrupção e a violência são os fatores citados pelo jornal como entraves às investigações e aos julgamentos.

O Financial Times compara a taxa de prisões em casos de assassinato no Rio de Janeiro, de 5%, à taxa verificada no Reino Unido, de 92%, para constatar o baixíssimo índice de punição aos criminosos.

A reportagem cita ainda os escândalos de corrupção no Congresso, em Brasília, para afirmar que os chamados crimes de colarinho branco são aceitos como “um fato da vida” no Brasil e que as punições são raras.

O jornal conclui dizendo que “algumas políticas promissoras foram desenvolvidas nos níveis municipal, estadual e nacional”, mas que elas acabam frequentemente abandonadas. Nas palavras do jornal, “muitas pessoas, em todos os níveis, estão felizes em deixar as coisas como elas são”.

Mas, o assunto é muito mais complexo, existe uma cultura brasileira de: “explorar e ser explorado”, “levar vantagem em tudo”, “a coisa tem que ser política não prática”, “vamos nos garantir com um emprego público”, é isso e muito mais mesmo que nós aprendemos pelos maus exemplos e que nossos filhos e netos estão aprendendo, não existe referência ou modelo, pois as instituições estão falidas.

Existe solução para isso? Sim, mas o difícil é reunir pessoas interessadas, tem que ser um “Projeto de Reconstrução Nacional da Ética, da Educação e do Ensino” é um projeto de 30 anos ou mais e tem começar na pré-escola para que esta criança tenha um novo conceito e inserir este novo conceito no ensino básico, 2º. grau e universitário, não deixando as empresas de fora.

Se não soubermos fazer este projeto, vamos verificar e aprender com outros países que tiveram sucesso.

Autor: Cláudio Raza; prof. Ensino superior. c.raza@terra.com.br – www.claudioraza.com.br

*Postado Por: Claudio Raza

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