UNIVERSIDADE E EMPRESA O DESCOMPASSO NA ÁREA CONTÁBIL ESTÁ APARECENDO AGORA

A falta de qualificação profissional no mercado é o resultado deste descompasso, alguns setores da economia estão retomando o crescimento, mas, não encontram profissionais à altura; as Universidades continuam a ensinar só teorias, estão só voltadas para o ensino acadêmico, deixando o jovem fora do mercado de trabalho.

A empresa tem uma importância fundamental na formação do jovem, e os professores na sua maioria são muito acadêmicos e pouco práticos, e as Universidades colocam todo ano uma grande quantidade de alunos despreparados para a realidade empresarial.

Somente com uma mudança estrutural e cultural no ensino e nas universidades conseguiremos algum avanço; o Ministério da Educação, através do MEC está distante das necessidades das empresas e as universidades despreparadas para priorizar as ementas das matérias que compõem os cursos.

Os alunos ainda são preparados para serem empregados cumpridores de ordens, não como empreendedores, analistas e empresários, porque mesmo que seja um funcionário comum e irá permanecer ali, ele tem que ter uma visão empresarial e criativa para estar engajado com a cultura e o objetivo da empresa.

As Faculdades e Universidades perdem muito tempo com conteúdos sem interesse para as empresas e alunos, teorias em excesso, disciplinas sem valor agregado ao curso.

 Todo esse tempo perdido poderia ser preenchido em todos os cursos, com mais noções e práticas de Administração, Contabilidade, Direito, Economia e Gestão que são matérias de utilidade em qualquer fase da vida profissional.

A exigência do Mestrado para ter a certeza de que o professor está preparado é uma ideia errônea, pois muitos bons profissionais de empresa não têm mestrado e dominam a teoria e práticas de várias matérias e rotinas empresariais, como também professores com mestrado em áreas que nada tem a ver, mas pode lecionar até em matérias que não tem especialização alguma.

A política acadêmica não acompanha o mercado, não formam profissionais competitivos e as empresas não investem em programas de estágios e trainees, ao aluno cabe maior interesse pela área escolhida e a pesquisa e freqüência regular às aulas.

As empresas deveriam compreender seus funcionários, como compreendem seus clientes, e existe um descompasso entre o esforço que os empregados estão dispostos a fazer em seu trabalho, e a eficácia das empresas no direcionamento de recursos visando ao engajamento da força de trabalho.

As faculdades e universidades deveriam ser administradas por profissionais de empresas como uma empresa, e o corpo docente com um perfil não totalmente acadêmico.

Autor: Cláudio Raza; Gestor de Negócios, Mestre em Administração e Educação, Professor.

site: www.claudioraza.com.br e E-mail: c.raza@terra.com.br

Escreva um comentário